Internet grátis em África em expansão

(Foto: D.R.)
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Projecto Internet.org, liderado pelo Facebook, já está a funcionar em 15 países. A maior rede social do mundo pretende dar acesso gratuito a conteúdos sobre emprego, Saúde e, claro, ao próprio Facebook

O projecto co-fundado pelo Facebook chamado Internet.org, que tem como objectivo levar a internet grátis aos dois terços da população do planeta que ainda vive ‘offline’, já chegou a 15 países. A iniciativa pretende dar acesso a conteúdos sobre saúde, família, emprego, agricultura, o próprio Facebook e muito mais.

Em Março, durante o Mobile World Congress, Mark Zuckerberg, CEO do Facebook, tinha aproveitado para falar sobre o projecto Internet.org. “Estamos a trabalhar para levar a internet e as comunicações a todo o mundo. Trata-se de conseguir que as pessoas possam crescer com a internet, com um computador”, disse então. “Queremos globalizar estes serviços básicos”, reforçou.

A app está disponível em Angola, Zâmbia, Gana, Tanzânia, Quénia, Senegal, Malawi, Colômbia, Guatemala, Índia, Paquistão, Bangladesh, Indonésia, Filipinas e Bolívia. Segundo uma estimativa da Internet World Stats, África e Ásia são os continentes com menor índice de penetração de Internet, com 15,6% e 27,5% respectivamente.

O funcionamento da app é similar ao do Facebook Zero, que desde 2010 oferece uma versão limitada da rede social sem qualquer ónus financeiro: o utilizador pode aceder a todos os serviços listados na app gratuitamente e, caso queira ultrapassar esses conteúdos e ir em busca de outros não contemplados pelo Internet.org, passa a pagar pelo tráfego de dados.

A plataforma está aberta a todos os programadores que atenderem a certas directrizes, incluindo a de que criem conteúdos que possam ser explorados tanto em telemóveis básicos quanto em smartphones e sejam acessíveis mesmo com banda larga limitada, disse o Facebook.

A missão da maior rede social do mundo quanto à Internet.org tem recebido fortes críticas, nomeadamente na Índia, onde activistas consideram que o Facebook se prepara para controlar todos os dados que sejam fornecidos através da plataforma, violando os princípios de uma internet aberta.

Mark Zuckerberg defendeu publicamente que os “serviços básicos de internet” por ele oferecidos seriam uma porta de entrada no resto da rede, para aqueles que ainda não fazem uso dela – porque na maioria das vezes não podem pagar por isso – e que os princípios da neutralidade e da conectividade universal “podem e devem coexistir”.

Na génese desta iniciativa, todos os parceiros tecnológicos do Facebook comprometeram-se a criar projectos, a partilhar conhecimentos e a pressionar governos para poderem levar a internet a quem ainda não está online.

Mas não só: também a responsabilidade de propor aos operadores de telecomunicações modelos de negócio alternativos está latente – tais como o acesso serviços básicos como o simples acesso ao e-mail ou a redes sociais (como o Facebook e o Twitter) sem custos adicionais.

A Internet em África

Países do Norte de África são os que mais utilizam a internet, no continente. Sendo que na África Subsaariana a utilização tem uma taxa muito reduzida.

“África tem a mais baixa taxa de penetração de Internet a nível mundial”, segundo dados do African Economic Outlook. “Nos países da África Subsaariana, a taxa de penetração está abaixo dos 7 por cento para utilizadores de Internet e abaixo de 1 por cento para banda larga. Na América Latina e Caraíbas, no Sudeste Asiático e países do Pacíficos, os dados estão à volta dos 20 por cento para utilizadores de internet.”

Segundo o mesmo documento, os países do Norte de África estão significativamente melhor que os parceiros subsaarianos, “com uma taxa de 40.4 por cento. No entanto, mesmo no Norte da África a taxa de penetração para subscritores de banda larga é apenas de 2 por cento.”

Já na Europa, a penetração de banda larga é cerca de 15 por cento. “Em África, a maioria das conexões à internet faz-se através de ligações telefónicas de baixa velocidade, que estão concentradas no Egipto, no Quénia e na África do Sul. As ligações de banda larga de alta velocidade através de ADSL são encontradas na África do Sul, Egipto, Marrocos e Argélia”, acrescenta o Afra. (semanarioeconomico.ao)

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