Huambo: Responsável denuncia existência de comerciantes armas de fogo

Armas de fogo (Foto: Edilson Manuel Domingos)
Armas de fogo (Foto: Edilson Manuel Domingos)
Armas de fogo (Foto: Edilson Manuel Domingos)

O coordenador da subcomissão técnica nacional de Desarmamento, comissário-chefe Paulo Gaspar de Almeida, denunciou hoje, quinta-feira, na província do Huambo, a existência de indivíduos que comercializam armas de fogo, de calibre diverso.

O responsável, que discursava no acto central das comemorações do Dia Internacional da Destruição de armas de fogo, informou que tudo está a ser feito no sentido de combater tal prática, prendendo os seus autores e responsabilizá-los criminalmente.

Disse que além destes, a subcomissão técnica de desarmamento pretende, também, desarmar os marginais, as empresas de segurança e demais indivíduos que possuem ilegalmente armas de fogo, por representar um perigo à paz e a tranquilidade no seio das comunidades.

O comissário-chefe Paulo Gaspar de Almeida, que também é segundo comandante da Polícia Nacional para a ordem pública, manifestou-se preocupado com o facto de alguns polícias e militares já desmobilizados e desertores possuírem armas de fogo em suas residências.

Por outro lado, afirmou que o desarmamento da população é uma tarefa que, para além da Polícia Nacional, deve envolver as organizações da sociedade civil, igrejas, autoridades tradicionais e a sociedade em geral, em prol do bem comum.

“Precisamos continuar a mobilizar e sensibilizar a população sobre a importância do desarmamento, tirando a cultura das armas das nossas mentes”, disse.

O coordenador da subcomissão técnica nacional referiu que o desarmamento da sociedade civil determina o desenvolvimento social e económico de qualquer nação.

O acto central do 9 de Julho, Dia internacional da destruição de armas de fogo, foi marcado com a destruição de 102 armas de calibres diversos, entregues voluntariamente e de forma coerciva.

A efeméride foi instituída pela Organização das Nações Unidas em 2001, com o objectivo de encerrar a semana de acção global contra a violência armada, bem como despertar a sociedade civil para organizar e divulgar acções que exijam a criação de um tratado global de armas.

No país, a data começou a ser comemorada em 2002, após a criação da Comissão Nacional de Desarmamento que até a presente data recolheu e destruiu 94 mil armas de fogo, que circulavam nas comunidades devido a guerra, que terminou a 4 de Abril de 2002. (portalangop.co.ao)

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