Huambo: Responsável denúncia abate clandestino de animais para o consumo

Abate clandestino de gado para consumo de carne põe em risco controlo epidemiológico no Huambo (Foto: Angop)

Huambo – O chefe dos serviços de Veterinária na província do Huambo, Jorge Almeida, denunciou quarta-feira, a existência, nesta região, de locais de abate clandestino de gado bovino, caprino, suíno e ovino sem qualquer condição de higiene e sanitária.

Abate clandestino de gado para consumo de carne põe em risco controlo epidemiológico no Huambo (Foto: Angop)
Abate clandestino de gado para consumo de carne põe em risco controlo epidemiológico no Huambo (Foto: Angop)

Em declarações à Angop, o responsável manifestou-se preocupado com o facto, já que, segundo ele, após o abate destes animais, alguns dos quais com doenças contagiosas, a carne é vendida nos mercados da região.

Jorge Almeida informou que a província possui apenas, oficialmente, dois locais de abate de animais para consumo, onde são minorados alguns aspectos de higiene e sanidade, uma vez que os mesmos também não possuem tecnologia exigida para um matadouro decente.

Disse que maior parte dos matadouros clandestinos, que poderão ser encerrados ainda este ano, funcionam nos municípios da Caála, Longonjo e Ucuma, lamentando o facto dos consumidores insistirem em comprar carne em locais não oficiais.

Informou que o departamento de Veterinária está a trabalhar no sentido de contrapor esta situação e evitar a existência de locais de abate de amimais sem o controlo veterinário, além de estar em execução um plano de choque para combater o abate de animais e venda de carne em locais inapropriados.

“A população deve ter o máximo cuidado na compra de carne nos mercados paralelos, com vista a evitar doenças provenientes dos animais abatidos em locais clandestinos sem qualquer condição de higiene e controlo veterinário, sobretudo a tuberculose intestinal, a ganglionar e bronco-pneumonia”, avisou.

Informou que em Junho foram abatidos nos dois locais oficiais 403 bois, 403 cabritos e um porco.

Ainda no mês em referência, o serviço de veterinária da província do Huambo inspecionou, segundo o seu responsável, 365 toneladas de peixe congelado, 20 de peixe seco, 450 de frango em partes, 78 de frango, 116 de galinhas congeladas, 27 de coxas de frango, 10 de fígado de porco, 50 de salsichas, 10 de fígado de bovino, sete de leite em pó, entre outros.

Quanto à produção avícola, disse que a província conta com 174 mil galinhas em aviário de produção de ovos, no município do Huambo, e 297 mil, no município da Chicala-Cholohanga.

Jorge Almeida admitiu haver um grande interesse dos cidadãos em criarem aviários de produção de ovos, a julgar pelas solicitações de legalização que o departamento de veterinária tem estado a receber. (portalangop.co.ao)

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