Hollande e Merkel: “Portas estão abertas para discutir propostas de Atenas”

Angela Merkel e François Hollande se reuniram no Palácio do Eliseu para discutir a questão grega. (AFP PHOTO / BERTRAND GUAY)
Angela Merkel e François Hollande se reuniram no Palácio do Eliseu para discutir a questão grega. (AFP PHOTO / BERTRAND GUAY)
Angela Merkel e François Hollande se reuniram no Palácio do Eliseu para discutir a questão grega.
(AFP PHOTO / BERTRAND GUAY)

A chanceler alemã, Angela Merkel, se deslocou até Paris no final da tarde desta segunda-feira (6) para conversar com o presidente francês, François Hollande, sobre a crise grega. Depois do encontro, eles afirmaram que “a porta está aberta” às negociações com Atenas. No domingo (5), os gregos optaram, por referendo, rejeitar as novas exigências de austeridade dos credores internacionais.

“Esperamos agora propostas precisas do primeiro-ministro grego”, reiterou Merkel, acrescentando que “as condições prévias para entrar em novas negociações sobre um programa concreto de mecanismo europeu de estabilidade ainda não estão reunidas”.

O Banco Central Europeu declarou que vai manter uma assistência de liquidez para os bancos gregos. O Fundo Monetário Internacional (FMI) também disse que está disposto a ajudar, se Atenas pedir.

O primeiro ministro grego, Alexis Tsipras, deve apresentar novas propostas nesta terça-feira (7), em Bruxelas, durante cúpula extraordinária da zona do euro sobre a situação grega. Antes, os ministros do Eurogrupo também têm reunião marcada.

Resultado de referendo não é ruptura, diz Tsipras

Depois da vitória arrasadora do “Não” no referendo de domingo, Tsipras assegurou que a mensagem das urnas não supõe uma ruptura com a Europa e sim um reforço do poder de negociação de Atenas para seguir com seu empenho de conseguir um acordo com os credores sobre o futuro financeiro da Grécia.

Dirigentes dos principais partidos gregos concordaram em elaborar um texto comum em apoio às negociações entre o governo de Alexis Tsipras e os credores internacionais, visando a um acordo com os europeus, anunciou o ministro da Defesa, Panos Kamenos. (rfi.fr)

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