Hepatite B uma das causas da cirrose hepática

ABREU PECAMENA - DIRECTOR DA MATERNIDADE LUCRÉCIA PAIM (Foto: Angop)

A Hepatite B é uma das causas da cirrose e câncer hepático dos casos recebidos em diversas unidades sanitárias da capital, afirmou, nesta terça-feira, em Luanda, o director da Maternidade “Lucrécia Paim”, Abreu Pecamena.

ABREU PECAMENA - DIRECTOR DA MATERNIDADE LUCRÉCIA PAIM (Foto: Angop)
ABREU PECAMENA – DIRECTOR DA MATERNIDADE LUCRÉCIA PAIM (Foto: Angop)

Ao intervir durante a cerimónia de lançamento da campanha provincial de vacinação contra a Hepatite B, realizada na Maternidade “Lucrécia Paim”, explicou que a  cirrose hepática  é uma inflamação crónica e progressiva do fígado que causa a sua degeneração, tornando-o endurecido e incapaz de realizar o seu papel no processo digestivo.

Frisou que podem estar relacionadas a hepatites virais B e C, principalmente quando o indivíduo possui infecção pelo vírus delta (HDV), VIH ou alcoolismo crónico.

Abreu Pecamena disse que o  tratamento para cirrose hepática pode ser feito com a ingestão de medicamentos e mudanças nos hábitos de vida, e para isso é  preciso que o indivíduo tenha uma alimentação adequada e siga todas as orientações médicas, mas em alguns casos, somente o transplante de fígado será capaz de solucionar o problema.

Informou que os óbitos relacionados com as doenças nos países ocidentais é de 30 a 50 porcento resultantes dos transplantes de fígado, números que pesam na balança económica de qualquer país.

Segundo o responsável, a epidemiologia é o maior problema de saúde publica da humanidade e a Organização Mundial de Saúde estima entre 180 a 200 milhões de pessoas cronicamente infectadas.

Na ocasião, o director da Maternidade Lucrécia Paim agradeceu o facto da instituição ter sido escolhida como o local para a cerimónia solene, ou seja, a introdução da vacina da Hepatite B e da vitamina A de forma massiva.

“A nossa gratidão é imensa e imensurável pela profundidade e pelo actual contexto em que o evento se realiza, porque apesar da situação económica em que estamos, o Executivo não mediu esforços, levando em conta a gravidade da doença, porque incontestavelmente a prevenção é a arma para diminuir os custos em saúde”, sublinhou.

Adiantou que esta iniciativa faz parte dos esforços que têm sido desenvolvidos para o reforço do Sistema Nacional de Saúde e para o aumento da oferta de cuidados básicos, com especial atenção à saúde materno-infantil. (portalangop.co.ao)

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