Hamilton prevê partidas “desastrosas”

Lewis Hamilton (D.R)
Lewis Hamilton (D.R)
Lewis Hamilton (D.R)

A largada ruim de um piloto de Fórmula 1 está ligada a problema de calibragem de embraiagem. Essa foi a contestação e o pesadelo da Mercedes nas últimas duas provas. Os dominadores da Fórmula 1 tiveram uma corrida complicada em Silverstone e perderam na Hungria diante da Ferrari, após ficarem para trás nos primeiros metros. Nas próximas semanas, a dupla formada por Lewis Hamilton e Nico Rosberg vai lidar com uma mudança de regulamento, com limitação das informações dadas pelos engenheiros para a configuração da embraiagem, fundamental para uma boa largada. A situação está a virar obsessão para a equipa alemã.

A ideia é deixar as largadas mais na mão dos pilotos. Actualmente, só têm o trabalho de reagir rapidamente, soltando uma das embraiagens (são duas, localizadas em borboletas no volante) de imediato e a outra, mais lentamente.Na Hungria, por exemplo, quando ambas as Mercedes perderam a posição para as Ferrari, a suspeita da equipa é de um super-aquecimento devido ao facto dos pilotos terem feito duas voltas de apresentação por conta do posicionamento errado de Felipe Massa.

“A largada para a volta de apresentação foi boa, a segunda não”, explicou Hamilton. O piloto inglês teve uma corrida acidentada e terminou em sexto.“Imagino que vá acontecer muito disso. Deveria ter sido uma corrida diferente no último domingo se eu tivesse uma boa largada, mas não foi um caso”, disse.

Preocupado, Hamilton acredita que o novo procedimento pode trazer problemas de segurança. “Vai ser bem interessante ver o que vai acontecer.Subestimaram a importância que isso tem e como influencia nas corridas. As largadas podem não mudar ou podem virar um desastre. Pode haver mais pilotos a ir de um lado para o outro”, teme. Lewis Hamilton realça que pode se “fazer alguns ajustes”, se assim decidir a organização, perante qualquer anomalia. Contudo, “é uma boa ideia”.

WILLIAMS DISCORDA
O novo procedimento não vai revolucionar as largadas, segundo o director de performance da Williams, Rob Smedley. O engenheiro defende que todos vão perder um pouco e no final das contas, o rendimento vai ficar igualado.“Isso, não vai trazer um grande efeito. O máximo que pode acontecer, as largadas ficarem mais movimentadas se alguém errar completamente (a configuração das embraiagens). Creio que não vai fazer qualquer diferença na performance das largadas em si. Talvez, as largadas de todos piorem um pouco, porém, na média, não vai fazer diferença”, disse.

Um dos pilotos que mais ganha posições nas largadas, Felipe Massa, também não crê que o novo sistema faça muita diferença. “Na prática, não muda muita coisa. Vamos para a largada com a configuração determinada antes pelos engenheiros. A única coisa diferente, é que se a saída para a volta de apresentação não for boa, a oportunidade de mudar isso é menor”, teceu.

O piloto brasileiro refere-se ao “ensaio final” que os pilotos fazem, nas suas posições de largada, quando começam a volta de aquecimento dos pneus.Os dados da “largada” são estudados pelos engenheiros, que indicam as mudanças na configuração – algo controlado pelos pilotos ao volante – caso não estejam satisfeitos com o resultado. Isso está vetado.

Porém, ainda são os engenheiros que determinam as configurações da embraiagem antes do carro irem para a grelha, com base nos dados colectados durante os inúmeros ensaios que os pilotos fazem durante o final de semana nos treinos livres, tanto na saída do pitlane, quanto na própria grelha ao término de cada sessão.A estreia do novo procedimento de largada vai ser no dia 23 de Agosto, data do Grande Prémio da Bélgica. (jornaldosdesportos.ao)

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