“Grexit”: Portugal e Espanha potenciais protagonistas na linha de sucessão

(euronews.com)
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O desfecho do referendo de domingo na Grécia é uma incógnita, mas o impacto negativo de uma eventual saída do país da zona euro sobre estados como Portugal e Espanha parece não deixar margem para dúvidas, pelo menos de acordo com alguns especialistas.

O Governo espanhol afasta o cenário de um efeito de contágio e diz que a Grécia tem de cumprir as regras, tal como Espanha. As explicações de Antonio López-Istúriz, eurodeputado eleito pelo Partido Popular, no governo em Espanha: “Espanha tem a capacidade para superar. Está incluída no sistema europeu e seguiu as regras. As soluções europeias estão ao dispor de Espanha como membro da zona euro. E, logicamente, a situação financeira em Espanha é diferente da de outros Estados-membros da zona euro e da União Europeia.”

De acordo com o eurodeputado verde Josep Maria Terricabras é preciso suavizar as condições impostas à Grécia: “de forma a superar completamente os problemas gregos sou a favor de que é preciso remover uma parte importante da dívida grega.”

Em 2012, Espanha pediu um resgate financeiro para a banca. Foi o quarto país europeu a pedir auxílio depois da Grécia, Irlanda e Portugal.

Portugal insiste que “é um bom aluno”, mas para Marisa Matias, eurodeputada eleita pelo Bloco de Esquerda, este é um exemplo do estado de negação profundo em relação ao que se passa no país: “tentou-se convencer as pessoas de que pagámos tudo. Se calhar as pessoas até pensam que pagámos a dívida, mas não. A nossa dívida continua tão insustentável como a grega. O nosso desemprego não para de aumentar. As desigualdades sociais, a pobreza também não. Esse é o retrato do sucesso de Portugal. Não é sucesso nenhum. Nós partilhamos, neste caso, os mesmos problemas estruturais da Grécia, mas o povo grego tem a possibilidade de decidir, o povo português não.”

Marisa Matias considera que falar sobre a crise grega implica falar sobre Portugal, Chipre e Espanha. Em nome de uma Europa com democracia, no domingo, dia do referendo, a eurodeputada estará em Atenas.

Em fevereiro, o primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, acusou Portugal e Espanha de formarem um “eixo contra Atenas”, para derrubar o executivo. (euronews.com)

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