Governante esclarece acordos bilaterais com China

Ernesto Kiteculo, vice-Governador do Cuando Cubango (Foto: Angop)

Menongue – O vice-governador do Cuando Cubango para o sector económico e produtivo, Ernesto Kiteculo, afirmou sexta-feira, em Menongue, que as medidas políticas tomadas pelo Estado angolano, liderado pelo Presidente da República, José Eduardo dos Santos, na busca de parcerias económicas com outros países visam, “acima de tudo”, satisfazer as necessidades da população.

Ernesto Kiteculo, vice-Governador do Cuando Cubango (Foto: Angop)
Ernesto Kiteculo, vice-Governador do Cuando Cubango (Foto: Angop)

Dissertando sobre a importância da recente visita à China do Presidenta da República a militantes do secretariado provincial da JMPLA, Ernesto Kiteculo afirmou que as relações entre os dois países remontam desde os primórdios da independência, explicando que logo após o alcance desta, a 11 de Novembro de 1975, verificou-se uma solidificação progressiva nas relações bilaterais, fruto da relação entre o MPLA e o partido comunista chinês.

Argumentou que, com o alcance da paz, através dos acordos de Luena de 04 de Abril de 2002, o governo angolano procurou buscar parcerias internacionais, por meio de contactos diplomáticos, entretanto, o único país que se predispôs a ajudar Angola foi a China.
Em função disso, sublinhou, os dois governos assinaram vários memorandos, abrindo uma linha de crédito da China para Angola, num valor estimado, em USD, três mil milhões, destinado essencialmente para a reconstrução do país.

Realçou que fruto da referida cooperação, são enormes os benefícios directos e indirectos à população angolana, apontando neste capítulo que o país possui uma das melhores malhas rodoviárias da África Austral, suplantada apenas pela África do Sul.

Destacou ainda que a cooperação sino-angolana permitiu a construção, inédita, de uma cidade (Kilamba), que criou condições de habitabilidade a 147 mil famílias, explicando que no total o país ganhou cerca de três milhões de residências.

Realçou que no espaço de uma década, o Estado angolano construiu infra-estruturas de tal envergadura que muitos países africanos, cuja independência foi alcançada na década de 60, não possuem.

Lembrou que actualmente, fruto da queda do preço do petróleo no mercado internacional, o governo de Angola decidiu, mais uma vez, recorrer à China, dados os benefícios já alcançados nos acordos anteriores e por formas a manter os níveis de crescimento e desenvolvimento que o país vem registando nos últimos anos.

Quanto às especulações de que a província do Cuando Cubango “foi vendida aos chineses”, Ernesto Kiteculo refutou-as, tendo afirmado que uma província que existe dentro de um país soberano não pode ser vendida nem comprada.

Explicou que dentre os vários acordos estabelecidos, destaca-se o sector agrícola, que vai concorrer para a diversificação da economia.

O prelector sublinhou a existência de muitas fazendas que funcionam e produzem bens alimentares diversos, que garantem formação técnico-profissional e sustentabilidade a várias famílias angolanas, fruto da cooperação sino-angolana.

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