Garimpeiros que danificavam condutas da EPAL apanhados em flagrante delito

CENTRO DE BOMBAGEM DE ÁGUA DA EPAL (Foto: Angop)

A Polícia Económica deteve, nos últimos 15 dias, em flagrante delito, 10 cidadãos quando praticavam o garimpo de água potável a partir das condutas da Empresa Pública de Água de Luanda (EPAL) nos municípios de Viana, Belas e distrito urbano do Kilamba-Kiaxi.

CENTRO DE BOMBAGEM DE ÁGUA DA EPAL (Foto: Angop)
CENTRO DE BOMBAGEM DE ÁGUA DA EPAL (Foto: Angop)

Em declarações hoje, sexta-feira, à Angop por telefone, o porta-voz da EPAL, Domingos Paciência, disse que os detidos fazem parte de redes que obstruem  as condutas, desviando a água para tanques e camiões cisternas para a comercialização ilegal.

Adiantou que por crime de destruição de património  público, os acusados serão julgados em tribunal para além das penas previstas, serão responsabilizados pelos custos gastos na recuperação das condutas danificadas.

“  A acção, conjunta da Polícia Nacional e EPAL, na luta contra o garimpo  começou em 2011 nos distritos urbanos do  kilamba-kiaxi e Samba, municípios de  Belas Viana e Cacuaco e desde então até 2015 foram desactivados vários focos de garimpo e erguidos novos postos de abastecimento  de água onde era inviabilizada a chegada do líquido, em instituições e ao domicílio”, sublinhou

Apontou a desactivação, este ano,  a partir do canal superior do kikuxi, em Viana, de uma subestação ilegal sob responsabilidade de um cidadão de nacionalidade chinesa, instalado no interior de uma quinta, que faturava por dia mais de cinco milhões de kwanzas por vender água.

De acordo com o porta-voz, o garimpo causa o prejuízo de nove milhões de kwanzas/dia.

O responsável reconheceu que existem trabalhadores da EPAL envolvidos na prática do desvio da água para camiões-cisterna. A empresa já despediu trabalhadores, denunciados por populares, por realizarem cobranças ilícitas para efectuarem ligações.

Por este facto apelou aos responsáveis das administrações municipais, distritais, membros de comissões de moradores  e a população a denunciar esta prática, que tem prejudicado o normal abastecimento de água potável, com realce para a periferia da cidade. (portalangop.co.ao)

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