François Hollande alinha-se com Merkel sobre a Grécia. E parte para Angola

(Foto: Sean Gallup/Getty Images)
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Presidente francês faz visita de Estado a Angola. Depois de ter defendido um acordo com a Grécia antes do referendo, Hollande recua, alinha-se com a posição alemã e chega a Luanda para reforçar parceria política e económica com regime angolano

As visitas de Estado do presidente François Hollande a três estados africanos, iniciada nesta quarta-feira no Benin, levantou algumas interrogações em França, por decorrer no auge da crise grega. Mas o Governo francês desvaloriza as críticas porque, garante, Hollande será informado em permanência da evolução da situação na zona euro e manter-se-á em contacto com Paris e os principais protagonistas do atual momento de apuro na União Europeia.

No Benin e nos Camarões será o combate ao terrorismo que dominará as conversações bilaterais. Já em Angola, onde o chefe de Estado francês chega às 17h30 desta quinta-feira, as conversações serão marcadas, segundo sublinha oficialmente o Eliseu, pela “normalização da relação entre a França e Angola e o lançamento de uma parceria política”.

Assinaturas de contratos e protocolos
Os franceses desejam igualmente relançar a “parceria económica e de cooperação” e as relações serão neste domínio reforçadas. Com François Hollande viajam até Luanda 50 empresários franceses, esperando-se que sejam assinados diversos contratos e acordos governamentais com reforço das posições francesas nos setores da energia, da água e dos transportes.

O Eliseu salienta que o comércio bilateral progrediu cerca de 70 por cento entre os dois países e que está “em plena expansão” e já não se limita ao domínio do petróleo.

Do ponto de vista político e diplomático, François Hollande deverá saudar o apoio financeiro e político de Angola para a estabilidade na região dos grandes lagos e mais concretamente o seu papel na crise na República Centro-Africana.

Em termos gerais, as três visitas de Estado serão marcadas essencialmente pelas questões de segurança, pela diplomacia económica e pelos “valores”.

De acordo com o Palácio do Eliseu, a defesa de “valores” significa que François Hollande deverá sublinhar nos três países os “valores democráticos, que trazem estabilidade e diálogo”.   (expresso.pt)

Por: Daniel Ribeiro (correspondente em França)

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