França: Ex-conselheiro de Sarkozy é acusado por desvio de dinheiro público

Ex-conselheiro de Nicolas Sarkozy, Patrick Buisson (Foto de Miguel Medina/AFP/Arquivos)
Ex-conselheiro de Nicolas Sarkozy, Patrick Buisson (Foto de Miguel Medina/AFP/Arquivos)
Ex-conselheiro de Nicolas Sarkozy, Patrick Buisson (Foto de Miguel Medina/AFP/Arquivos)

Um ex-conselheiro de Nicolas Sarkozy, Patrick Buisson, foi acusado nesta quarta-feira em uma investigação sobre pesquisas de opinião encomendadas pelo Palácio do Eliseu durante o mandato do então presidente francês (2007-2012), que teve uma de suas empresas beneficiadas.

Pierre Giacometti, outro colaborador do antigo chefe de Estado francês, teve sua prisão preventiva decretada nesta quarta à noite por razões similares, dentro da mesma investigação em curso.

Patrick Buisson, influente conselheiro oriundo da extrema direita hoje rompido com Sarkozy, foi indiciado por favorecimento, uso indevido de activos e abuso de fundos públicos corporativos, segundo uma fonte judicial.

O caso, chamado “pesquisas do Eliseu”, é sobre a regularidade dos contratos celebrados ao abrigo dos cinco anos Sarkozy pela Presidência francesa, com nove institutos de pesquisa. Entre eles estavam particularmente a empresa Publifact, pertencente a Buisson, e a de Pierre Giacometti, Giacometti-Peron.

A polémica explodiu em 2009, quando o Tribunal de Contas francês esmiuçou um contrato assinado com a Publifact de 1,5 milhão de euros sem levar em conta “possibilidades oferecidas pelo mercado”.

Uma associação anticorrupção, a Anticor, apresentou uma denúncia no ano seguinte, mas a Justiça iniciou a investigação somente no final de 2012 – quando Sarkozy deixou a presidência, derrotado pelo socialista François Hollande.

De acordo com a acção apresentada pela Anticor, algumas das pesquisas encomendadas não teriam relação com o gabinete presidencial, entre elas a que tratou da percepção dos franceses sobre o relacionamento entre Nicolas Sarkozy e Carla Bruni, ex-modelo que virou sua esposa.

Vários outros ex-assessores próximos ao ex-presidente foram ouvidos no início de Junho, como parte da investigação. Sarkozy é protegido pela imunidade presidencial, uma vez que estava no Eliseu no momento dos supostos crimes. (afp.com)

 

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