FILDA 2015: Escassez de divisas no mercado deve-se ao alto custo de importação – PCA

PCA do BPC, Paixão Junior (ANGOP)
PCA do BPC, Paixão Junior (ANGOP)
PCA do BPC, Paixão Junior (ANGOP)

O presidente do Conselho de Administração (PCA) do Banco de Poupança e Crédito (BPC), Paixão Júnior, considerou nesta quarta-feira, em Luanda, que a escassez de divisas no mercado angolano está relacionada com a morosidade no processo de importação e os altos custos de compra nos bancos correspondentes internacionais.

O responsável que falava à imprensa durante o acto de lançamento e apresentação de uma plataforma multicanais, na 32ª edição da Feira Internacional de Luanda (Filda 2015), apontou igualmente a baixa do preço do petróleo no mercado global como uma das razões que concorre para à redução do dólar norte-americano nos bancos.

Na sua óptica, a oferta de divisas disponíveis no país ainda não satisfaz nem responde a grande procura porque as receitas são inferiores em relação as que se tinha quando o país vendia muito petróleo.

“No período em que o país vendia muito petróleo também tinha maior disponibilidade de vender mais divisas, mas actualmente regista-se maior procura desta moeda estrangeira do que a oferta, tal como a demanda de outros produtos que não são produzidos em Angola”, reforçou Paixão Júnior.

Apesar da escassez do dólar, afirmou, o BPC vende todos os dias divisas em forma de leilão dirigido.

Questionado sobre a política de crédito no BPC, Paixão Júnior explicou que depende muito dos recursos financeiros disponíveis e que as instituições ou empresas depositam no banco, bem como o pagamento das dívidas dos clientes de forma atempada para não existir limitações no processo de empréstimos bancário.

Segundo o PCA, o BPC é uma instituição que absolve a maior parte de clientes do mercado com cerca de dois milhões e 300 mil contas registadas. Deste número de contas mais de 95 por cento representam os particulares.

Com este registo, prosseguiu, verifica-se muitas pessoas que acorrem ao crédito, mas a oferta é extremamente pequena.

Com o esforço que o governo está fazer espera-se num curto espaço de tempo ter esta situação normalizada, o que não irá significar que todas as pessoas serão atendidas de uma só vez, porque os recursos financeiros disponíveis ainda não são suficientes para responder as necessidades de todos que precisam o crédito, acrescentou Paixão Júnior.

Quanto a situação do crédito mal parado, o PCA justificou que é um processo derivado da falta de pagamento dos devedores devido ao estado actual da economia que está a forçar o encerramento de algumas empresas, limitação na produção e despedimentos de muitos funcionários que por sua vez não conseguem honrar os compromissos têm com o banco.

Durante o segundo dia da Filda, o BPC apresentou ao público a sua plataforma multicanais que contempla o Mobile Internet Bank e o Sistema de Dar Electrónico para facilitar o movimento das contas dos seus clientes.

A organização da maior bolsa de negócios de Angola (FILDA 2015) conta com a participação de 40 países e um total de 930 expositores nacionais e estrangeiros, numa área superior de 50 mil metros quadrados. (portalangop.co.ao)

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