Fernando Curto lamenta escassez de meios aéreos em período de incêndios florestais

(D.R)

O presidente da Associação Nacional de Bombeiros Profissionais disse hoje, no Funchal, que a situação dos bombeiros no continente é “mais problemática” do que na Madeira, destacando os atrasos na atribuição de verbas e a escassez de meios aéreos.

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“Para quem trabalha e é bombeiro há muitos anos, como eu, fica preocupado. Os meios aéreos, numa altura de incêndios florestais, são extremamente importantes”, salientou Fernando Curto, após audiência com o presidente do Governo Regional, lamentando a redução do número de aparelhos disponíveis.

O responsável vincou que, a nível nacional, a situação dos bombeiros é mais problemática do que na região autónoma, realçando ser “necessário e importante” apostar mais na profissionalização.

Quanto à Madeira, Fernando Curto disse que, nos próximos quatro anos, deve ser desenvolvido um plano de reorganização dos bombeiros, tendo em conta vários problemas estruturais, como estruturas de comando, organização interna, progressão e regulamentação das carreiras.

A passagem de bombeiros municipais para bombeiros sapadores foi também um assunto abordado na reunião com Miguel Albuquerque, que recebeu a Associação Nacional de Bombeiros Profissionais/Sindicato Nacional de Bombeiros Profissionais (ANBP/SNBP) depois de o governo anterior, liderado por Alberto João Jardim, ter recusado sempre os pedidos de audiência.

“Há uma vida nova na Região Autónoma da Madeira. Há disponibilidade de trabalhar no sentido de reorganizarmos um setor que é importante para o país e para a região”, sublinhou Fernando Curto.

O responsável admitiu que o modelo organizativo dos bombeiros na Madeira possa ser diferente, mas defendeu que, em termos de revindicações e necessidades, todos devem estar no mesmo patamar a nível nacional. (noticiasaominuto.com)

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