Farc anunciam cessar-fogo unilateral por um mês

O chefe negociador das Farc, Iván Márquez (e), e o negociador Pastor Alape em Havana, no dia 21 de maio de 2015. (REUTERS/Enrique de la Osa)
O chefe negociador das Farc, Iván Márquez (e), e o negociador Pastor Alape em Havana, no dia 21 de maio de 2015. (REUTERS/Enrique de la Osa)
O chefe negociador das Farc, Iván Márquez (e), e o negociador Pastor Alape em Havana, no dia 21 de maio de 2015.
(REUTERS/Enrique de la Osa)

As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) anunciaram nesta quarta-feira (8) que realizarão um cessar-fogo unilateral por um mês a partir do dia 20 de Julho. A decisão responde ao pedido dos quatro países que acompanham o processo de paz na Colômbia.

“Atendendo ao pedido dos países mediadores do processo, Cuba e Noruega, e dos acompanhantes do mesmo, Venezuela e Chile, anunciamos que estamos dispostos a realizar um cessar-fogo unilateral a partir de 20 de Julho, por um mês”, afirmou à imprensa o chefe negociador das Farc, Iván Márquez.

Na véspera, os quatro países que acompanham o processo de paz convocaram o governo e a guerrilha a uma desescalada urgente do conflito armado na Colômbia, após um aumento das hostilidades. “Convocamos todas as partes a restringir ao máximo as ações que provocam vítimas e sofrimentos na Colômbia, e a intensificar a criação de medidas que promovam a paz”, declarou o diplomata cubano, Rodolfo Benítez.

Acordo definitivo

Mediadores de Cuba, Noruega, Venezuela e Chile fizeram um apelo pela diminuição das tensões. Os representantes acreditam que é necessário criar um clima propício para a discussão de pontos pendentes da agenda, “incluindo a adopção de um acordo bilateral e definitivo de cessar-fogo e das hostilidades”, reiterou Benítez.

Os quatro países ratificaram seu compromisso de continuar participando das negociações. De acordo com os mediadores, “o objectivo é a adopção, no menor tempo possível, de um acordo que coloque um fim do conflito e que promova a construção de uma paz estável e duradoura na Colômbia”. (rfi.fr)

com informações da AFP

SEM COMENTÁRIO

DEIXE UMA RESPOSTA