Falta de divisas no mercado deve-se à procura ilegítima – BNA

José Pedro de Morais - Governador do BNA (Foto: Angop/arquivo)
José Pedro de Morais - Governador do BNA (Foto: Angop/arquivo)
José Pedro de Morais – Governador do BNA (Foto: Angop/arquivo)

O governador do Banco Nacional de Angola (BNA), José Pedro de Morais, aventou hoje, em Luanda, a possibilidade de a procura de divisas no mercado cambial ser ilegítima (sobretudo o dólar norte-americano), a julgar pela persistência da demanda, mesmo quando a instituição que dirige disponibiliza a referida moeda estrangeira.

“É verdade que algumas vezes nós injectamos mais divisas no mercado e outras vezes menos, mas a procura não diminui. Face a isto, eu pessoalmente entendo que nem toda a procura de divisa é legítima. Portanto, quando nós praticarmos uma procura legítima não haverá falta de divisas”, considerou.

José Pedro de Morais, que falava à imprensa após uma visita parcial à Feira Internacional de Luanda (FILDA/2015) explicou que para normalizar a situação, o banco central está a preparar uma série de reformas e actuações, assim como um quadro operacional que carecem da validade do Executivo para a sua implementação nas próximas semanas.

O gestor salientou que apesar da actual conjuntura da economia nacional cambial e do mercado cambial, é possível falar-se de investimentos, visto que estes têm uma rentabilidade económica e o BNA tem recursos para que viabilizem estes investimentos, além de que deve criar espaços financeiro e cambial para dar às divisas à utilização legítima que elas devem ter.

“Nós estamos a apoiar estes investimentos que vêm sendo feitos no país” – reiterou o governador do BNA, afirmando que o sistema financeiro está para ajudar os negócios, uma vez que estes fomentam a diversificação da economia e a entrada para o país de investimentos que resultem num balanço de divisas positivo para Angola.

E os investimentos em Angola, advertiu, devem ser aqueles que no balanço de divisas deixem a maior parte destas moedas no país e não o contrário.

Relativamente à 32ª edição da FILDA, em que a banca e o sector financeiro estão representados em número considerável, José Pedro de Morais resumiu: “o que eu acabei de ver é absolutamente fantástico, porquanto, prova a pujança da nossa economia, na medida em que estão representadas no evento empresas valiosas e com grande potencial económico”. (portalangop.co.ao)

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