Falta de capacidade de operadoras e apoio da população na base dos aglomerados de lixo

Campanha de recolha de Lixo (Foto: Angop)
Campanha de recolha de Lixo (Foto: Angop)
Campanha de recolha de Lixo (Foto: Angop)

A falta de capacidade técnica de algumas operadoras, que devem recolher e transportar diariamente os resíduos gerados até o aterro sanitário, e a fraca colaboração da população são os principais factores da existência de grandes aglomerados de lixo em Luanda, considerou hoje, quinta-feira, o especialista em gestão de resíduos, Joel do Amaral.

De acordo com a fonte, que falava em entrevista à Angop, na capital do país, para a limpeza da cidade de Luanda é necessário a educação ambiental da população e a escolha de operadoras que estejam realmente capacitadas em meios técnicos e humanos.

Sobre os modelos de recolha do lixo, o especialista é de opinião de que quando se pensa em implementar modelos de recolha porta- a- porta é importante agrupar um conjunto de informações sobre as condições de saúde pública e a capacidade técnica da operadora que prestará o serviço.

Joel do Amaral considera ser necessário levar em conta as possibilidades financeiras disponíveis, as características do município e os hábitos e as reivindicações da população, para então discutir a maneira de tratar tais factores e definir os métodos que forem julgados mais adequados.

“Tem sido visível que a recolha porta-a- porta é funcional nas zonas urbanas, tendo em conta as características topográficas e o sistema viário, mas o mesmo já não podemos dizer das zonas não padronizadas”, afirmou.

De igual modo, o especialista enfatizou que as megas campanhas de limpeza são muito importantes para a remoção dos focos de lixo nas zonas periféricas, mas defende que se as mesmas não forem acompanhadas em simultâneo de um plano de recolha permanente e campanhas de sensibilização e consciencialização ambiental de nada servirá.

A partir do mês de Agosto próximo, o Governo Provincial de Luanda vai implementar um novo modelo urbano de limpeza, cabendo às administrações municipais a contratação, pagamentos e fiscalização das operadoras de lixo, com a excepção da empresa principal.

Este novo modelo urbano permitirá que as administrações possam contratar uma operadora principal e várias outras pequenas empresas para recolherem lixo no interior dos bairros. (portalangop.co.ao)

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