EUA: Hillary promete ser presidente das energias renováveis

(AFP)
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A pré-candidata democrata à Casa Branca Hillary Clinton apresentou, nesta segunda-feira, um ambicioso plano de investimento em energia solar e em outras energias renováveis, ressaltando as diferenças com seus adversários republicanos, defensores das fontes de energia fósseis.

Hillary discursou hoje em um evento de campanha em Des Moines, Iowa, onde está desde sábado.

“Eu me nego a dar as costas para um dos maiores desafios – e uma das maiores oportunidades – que os Estados Unidos enfrentam”, declarou Hillary.

“Transformaremos os Estados Unidos na super-potência mundial das energias limpas”, garantiu a ex-primeira-dama e ex-secretária de Estado.

“Vou actuar para cumprir o objectivo de instalar 500 milhões de painéis solares no país antes do fim do meu primeiro mandato”, anunciou Hillary em um vídeo divulgado no domingo.

“Em segundo lugar, estabeleceremos um objectivo de dez anos para gerar energia renovável suficiente para alimentar cada casa nos Estados Unidos”, acrescentou a pré-candidata.

Segundo sua equipe de campanha, essas metas se traduzem em uma capacidade solar instalada de 140 gigawatts no final de 2020, ou seja, um aumento de 700% em relação ao número de painéis instalados actualmente.

A candidata se negou a dar sua opinião sobre o projecto de oleoduto Keystone XL entre Canadá e Estados Unidos, rejeitado pelos ambientalistas e à espera da autorização de construção por parte do governo Obama. Activistas e a maioria democrata pedem ao presidente que bloqueie o projecto.

“Não farei nenhum comentário, porque tive um papel importante no início do processo. Temos de desejar que se conclua”, desconversou.

Hillary Clinton declarou ainda que “não podemos fechar os olhos diante (da situação) das famílias que trabalham nas regiões do carvão (…). Devemos garantir aos mineiros e às suas famílias os direitos que ganharam e o respeito que merecem”.

A equipe de Hillary prevê que, até 2020, as energias renováveis (eólica, solar, hidráulica, geotérmica, entre outras) vão produzir um terço de toda a energia consumida no país. (afp.com)

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