Especialista da Unesco avalia implementação da convenção de salvaguarda do património cultural angolano

Unesco (edu.int)

O especialista da Unesco em património imaterial , Lucas dos Santos Roque, está em missão de trabalho em Angola para avaliar os vários projectos neste domínio em execução no país.

 Unesco (edu.int)
Unesco (edu.int)

Em nota de imprensa enviada nesta quinta-feira à Angop, o Ministério da Cultura avança que a vinda a Angola do especialista consta do projecto  de implementação da Convenção de 2003 sobre a salvaguarda do Património Intangível, reforço de capacidades nacionais para a salvaguarda eficaz do património cultural imaterial na África Lusófona.

Este projecto, segundo a fonte, com várias fases, tem a duração de 10 meses, compreendendo o período de Junho de 2915 a Março de 2016, tendo como fonte de financiamento o Governo Norueguês, através de uma contribuição voluntária ao Fundo do Património Cultural Imaterial, avaliado em 85 mil dólares.

“A Convenção para a Salvaguarda do Património Cultural Imaterial (PCI) visa a salvaguarda do património vivo que requer uma abordagem participativa para a salvaguarda, envolvendo várias partes intervenientes, o mais importante das quais as comunidades concernentes”, lê-se no documento.

Entre as obrigações dos Estados-Partes da Convenção, o que se expressa em linguagem mais forte, é o dever de elaborar um ou mais inventários do património intangível em seus territórios com a participação das comunidades envolvidas.  Uma estratégia eficaz para garantir a participação activa das comunidades na implementação da Convenção é tê-los a inventariar o seu próprio PCI.

O ministério adianta que o projecto é oportuno e necessário, considerando que o reforço das capacidades para a salvaguarda do PCI nos Estados-Membros, através da implementação efectiva da Convenção de 2003, é um dos resultados esperados da Principal Linha de Acção 2 do Programa Maior IV do biénio em curso da UNESCO (37 C/5): Apoiar e promover a diversidade das expressões culturais, a salvaguarda do património cultural imaterial e o desenvolvimento das indústrias culturais e criativas.

“Através do projecto, espera-se que as autoridades nacionais, juntamente com as comunidades, sejam capazes de conceber ferramentas e metodologias para inventário do PCI que poderão servir no futuro como um modelo para exercícios de inventariação do PCI a nível nacional”, destaca.

O projecto está previsto para ajudar os países participantes na salvaguarda do PCI em conformidade com a Convenção. Em Fevereiro 2015 o Ministério da Cultura confirmou que o projecto seria implementado pelo Instituto do Património Cultural (INPC), com o intuito de melhorar as capacidades de Angola para salvaguardar o seu património cultural imaterial através da implementação efectiva da Convenção, contribuindo assim para o desenvolvimento sustentável.

Pretende-se ainda melhorar as capacidades dos intervenientes angolanos na salvaguarda do PCI na implementação e gestão eficaz da Convenção de 2003, ajudar Angola no desenvolvimento de capacidades para o estabelecimento de inventários do PCI, ajudar os membros da comunidade na condução de inventário baseado na comunidade, documentação e garantia do seu PCI para apoiar a sua transmissão às gerações futuras de uma forma sustentável assistidos por agentes culturais e aqueles que trabalham nos ministérios responsáveis ​​pela implementação da Convenção.

Consta ainda dos objectivos, assistir às autoridades angolanas  no desenvolvimento de capacidades para a preparação de arquivos de nomeação para as Listas de Salvaguarda e preparação de pedidos para a assistência internacional, bem como sensibilizar  a população sobre o conceito de PCI, a Convenção de 2003, e a importância do PCI na sociedade angolana. (portalangop.co.ao)

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