Encontros secretos de Hélder Bataglia

Helder Bataglia. (Foto: D.R.)
Helder Bataglia. (Foto: D.R.)
Helder Bataglia.
(Foto: D.R.)

Bataglia encontrou-se no dia 18 de junho com um governante nas instalações do IFAP na rua Castilho, para discutir negócios.

Éa personagem do momento; Hélder Bataglia, homem forte da ESCOM, braço-direito de Ricardo Salgado e principal interlocutor nos negócios com Angola e com a China, viu-se envolvido na ‘Operação Marquês’ através da participação da sociedade Turpart SGPS, SA, no empreendimento algarvio de Vale do Lobo. O empresário, que fala diretamente com José Eduardo dos Santos ou com o chinês Sam Pa, sentiu necessidade de esclarecer uma série de dossiês pendentes com o Executivo português.

Como estamos a falar de matérias delicadas, o encontro entre Bataglia e um alto responsável do governo português foi preparado ao pormenor. No passado dia 18 de junho, à tarde, o empresário luso-angolano e o governante encontraram-se nas instalações, já desertas, do Instituto de Financiamento da Agricultura e Pescas (IFAP), no nº 50 da rua Castilho.


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A conversa durou cerca de duas horas e versou sobre vários dossiês relacionados com Angola. Entre eles, os problemas que algumas construtoras portuguesas estão a ter com obras na ilha de Luanda e algumas contrariedades enfrentadas pela Galp na exploração do bloco 14. Foram também abordados temas relacionados com o investimento chinês em Portugal.

Hélder Bataglia dos Santos, 63 anos, entrou para o Grupo Espírito Santo (GES) pela mão de Luís Horta e Costa. Foi o principal impulsionador da ESCOM no GES. Quando José Sócrates subiu ao poder, o seu nome surge na linha da frente para servir de mediador com Angola. O então embaixador em Luanda, Francisco Ribeiro Telles, apresentou Bataglia ao primeiro-ministro socialista, e em 2007 Cavaco Silva condecorou-o com a comenda da Ordem do Infante D. Henrique. José Sócrates meteu uma cunha por Luís Figo no caso BPN.

O ex-primeiro-ministro telefonou aos responsáveis nomeados pela Caixa Geral de Depósitos para tomar conta do Banco Português de Negócios (BPN), nacionalizado em 2008, para desbloquearem os pagamentos ao jogador Luís Figo. O futebolista tinha feito um contrato de imagem com o BPN, que lhe tinha ficado a dever dinheiro. A nova administração do BPN não pagou, porque o contrato de Figo era com a SLN e não com o BPN. (cmjornal.xl.pt)

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