ENANA vai apostar mais no negócio fora da área da aviação

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Na forja está a criação de projectos imobiliários junto dos aeroportos, como a construção de hotéis e guest houses. Outra aposta serão os táxis personalizados.

A Empresa Nacional de Exploração de Aeroportos e Navegação Aérea (ENANA), tutelada pelo Ministério dos Transportes, vai, a partir deste ano, prestar maior atenção ao desenvolvimento de negócios fora da aviação, informou aos jornalistas o director da instituição para os negócios non aviation, Sá da Silva.

De acordo com o responsável, neste âmbito está na forja a criação de projectos imobiliários junto dos aeroportos, como a construção de hotéis e guest houses.

Adiantou que está igualmente previsto um projecto de táxis personalizados e outro que consiste em continuar-se a desenvolver a área das comunicações. “Hoje em dia, por tudo quanto é canto, as pessoas nos aeroportos querem estar em contacto com as notícias a nível do mundo, através da Internet. Portanto, são uma série de projectos que a ENANA pretende realizar, não apenas no decorrer deste ano, como também nos próximos anos, tudo tendo em vista a satisfação dos nossos clientes”, referiu.

Todos os projectos avançados, afirmou, ainda não estão orçamentados, “uma vez que boa parte deles não serão desenvolvidos individualmente pela ENANA, mas sim através de parcerias com empresários e outras instituições que eventualmente venham a interessar-se”.

A par destes novos projectos, acrescentou, a empresa vai continuar a apostar no aluguer de espaços comerciais para o desenvolvimento da actividade de bancos comerciais, casas de câmbio, agências de viagens, lojas, restaurantes e snack bars, como forma de impulsionar, cada vez mais, a captação de receitas fora do segmento da aviação.

Referiu que a decisão do conselho de administração da empresa em apostar mais agora na área de negócios fora da aviação, relativamente a anos transactos, resulta de uma recomendação do Conselho Internacional dos Aeroportos, que, “cada vez mais”, vem orientando os Estados-membros a “tornarem os aeroportos em pólos de atracção comercial”.

Segundo Sá da Silva, a ENANA está neste momento a criar uma série de mecanismos de atracção da classe empresarial, das diferentes províncias em que estão instalados aeroportos, com o propósito de se estabelecerem parcerias para o desenvolvimento do negócio non aviation (fora da aviação), onde esperam continuar também com o concurso dos bancos comerciais e das casas de câmbios.

Anunciou, para breve, a realização de um encontro com a classe empresarial do Cuando Cubango, província que viu o seu aeroporto a beneficiar recentemente de novas infra-estruturas, em que se vai apelar aos empresários para a necessidade de aproveitarem as oportunidades de negócios postos à disposição dos mesmos, mediante o estabelecimento de parcerias.

Parceria com Nova Câmbios é referência Das parcerias que a ENANA tem mantido fora da área da aviação, Sá da Silva destacou a que vêm estabelecendo, há já alguns anos, com a casa de câmbios Nova Câmbios, que considerou “excelente”.

Segundo o responsável, a Nova Câmbios tem, dentro das suas disponibilidades, facilitado a vida de passageiros, utentes e outros clientes da ENANA, no que a troca de moeda diz respeito, o que como disse, lhe confere o estatuto de “instituição de referência”, naquilo que constitui o negócio da empresa fora da aviação.

Fez saber que, actualmente, a Nova Câmbios encontra-se instalada em todos os aeroportos operacionais da ENANA, com excepção daqueles que não têm um fluxo de voos aceitável, como são os casos dos do Uíge, Kariango (Cuanza Norte), Malanje, Namibe, Dundo (Lunda Norte) e Banza Congo (Zaire). (expansao.ao)

Por: Francisco de Andrade

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