Embaixador egípcio considera Angola modelo para o mundo

Gamal Metwally, embaixador do Egipto, elogia Angola (Foto: Francisco Miudo)

Angola tem conseguido ser um modelo para África e para o mundo no alcance e preservação da paz e reconciliação nacional, disse quarta-feira, em Luanda, o embaixador do Egipto, Gamal A. Metwally.

Gamal Metwally, embaixador do Egipto, elogia Angola (Foto: Francisco Miudo)
Gamal Metwally, embaixador do Egipto, elogia Angola (Foto: Francisco Miudo)

O embaixador falava em entrevista à Angop, à margem da cerimónia que marcou o 63º aniversário da proclamação da independência do seu país, que se assinala hoje, 23 de Julho, testemunhada por diplomatas estrangeiros acreditados em Angola, representantes de organizações internacionais, membros da comunidade egípcia e convidados.

Gamal Metwally encorajou o povo angolano a manter a paz que alcançou há 12 anos, recordando que sem ela o país não se poderá desenvolver.

Disse também que Angola tem um grande potencial para jogar um papel de liderança regional, tendo em conta os recursos de que dispõe em termos da sua população, riquezas naturais, vontade política e um “governo promissor”.

O embaixador Metwally lembrou que Angola é presentemente membro não permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas, posto para o qual foi eleito com 190 dos 194 votos possíveis, o que considerou ser um feito sem precedentes.

Para o diplomata, a votação de Angola para o assento no Conselho de Segurança demonstra o prestígio e a confiança que a África e a comunidade internacional depositam no país que, segundo disse, “pode jogar um papel importante na preservação da paz internacional”.

Por outro lado, Gamal Metwally considerou o estado das relações políticas entre Angola e o Egipto como excelentes, augurando melhorias a nível económico e comercial.

“Devo dizer que Angola e o Egipto gozam de excelentes relações históricas desde a independência de Angola em 1975. A nível político temos consultado, coordenado e trocado ajudas no quadro de organizações regionais e internacionais,” salientou.

Para ele, a cooperação entre os dois países pode processar-se em áreas tão diversas como, agricultura, educação, saúde, petróleos e outras.

Informou que, nos quatro anos da sua missão em Angola, que se apresta a terminar, finalizou com as autoridades locais três importantes acordos que serão assinados em breve.

Trata-se do acordo geral de cooperação económica, o estabelecimento de uma comissão conjunta e do mecanismo de consultas políticas entre os ministérios das relações exteriores de ambos os estados, a par de outros memorandos de entendimento. (portalangop.co.ao)

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