Egipto: Adiada sentença no julgamento de três repórteres do canal Al-Jazeera

MAPA DO EGIPTO (Foto: Angop)

Cairo – Um tribunal egípcio adiou a sentença no novo julgamento de três jornalistas do canala televisivo Al-Jazeera, alargando a esperança de um fim rápido do seu calvário judicial que provocou uma reacção internacional.

MAPA DO EGIPTO (Foto: Angop)
MAPA DO EGIPTO (Foto: Angop)

O australiano Peter Greste, o canadiano Mohamed Fahmy e o egípcio Baher Mohamed, capturados em Dezembro de 2013 e detidos durante meses, são acusados de ter “divulgado falsas informações” para apoiar o movimento da Irmandade Muçulmana da qual saiu o antigo presidente islamita Mohamed Morsi destituído pelo exército em 2013.

Os jornalistas, funcionários da antena anglófona Al-Jazeera, foram igualmente acusados de trabalhar sem as autorizações necessárias.

Durante o primeiro julgamento em Junho de 2014, Fahmy e Greste tiveram as penas de sete anos de prisão e Mohamed de dez anos. Mas o Tribunal de cassação anulou as condenações e ordenou um novo julgamento.

Quinta-feira, a audiência não teve lugar, já que o advogado de defesa ao sair do tribunal disse que foi notificado do seu adiamento.

Adel Fahmy, irmão de um dos três acusados, precisou à AFP “que um responsável do tribunal lhe informou do adiamento para 08 de Agosto”. Mas esta data ainda não foi confirmada pela justiça.

Segundo o filho do juiz do tribunal, Mohamed Hassan Sarid, também procurador, o seu pai adiou a audiência por estar doente.

A Al-Jazeera exprimiu a sua indignação: “Nós estamos muito irritados pelo adiamento do veredicto”, postou o canal no twitter.

Na abertura do novo julgamento a 12 de Fevereiro, Fahmy e Mohamed foram postos em liberdade condicional após terem passado mais de 400 dias de detenção. Greste foi expulso para a Austrália a 01 de Fevereiro na sequência de um decreto presidencial. (portalangop.co.ao)

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