Dilma Rousseff apresenta tocha olímpica dos Jogos Rio 2016

Dilma Rousseff e Carlos Arthur Nuzman, presidente do Comitê Olímpico Brasileiro, com a tocha olímpica (RFI)
Dilma Rousseff e Carlos Arthur Nuzman, presidente do Comitê Olímpico Brasileiro, com a tocha olímpica (RFI)
Dilma Rousseff e Carlos Arthur Nuzman, presidente do Comitê Olímpico Brasileiro, com a tocha olímpica (RFI)

A presidente Dilma Rousseff apresentou, nesta sexta-feira (3), a tocha olímpica, que vai percorrer mais de 28.000 quilômetros em todo o Brasil antes de ser usada na abertura dos Jogos de 2016. Ele disse que o evento será “histórico”, apesar dos problemas que assolam o país. A tocha passará por cerca de 300 cidades de todos os estados e terminará seu percurso no dia 5 de agosto do ano que vem, dia da cerimônia de abertura.

“Estamos confiantes de que vamos responder à altura o desafio que recebemos. Vamos fazer com grande competência e hospitalidade uma Olimpíada histórica, que vai assinalar uma página de paz, prosperidade e entendimento entre os povos do mundo, e também uma página muito importante na história do nosso povo”, afirmou a presidente da República na cerimônia realizada em Brasília.

A tocha é de alumínio reciclado e tem ondulações verdes e azuis que lembram as montanhas do Rio, o mar e o famoso calçadão de Copacabana. Foi apresentada a uma plateia de ministros, atletas olímpicos e dirigentes do comitê de organização dos Jogos.

Jogos “organizados” e seguros

Dilma minimizou as preocupações com a segurança na cidade-sede da competição, onde assaltos e balas perdidas no fogo cruzado entre traficantes e policiais fazem vítimas todos os dias. A presidente preferiu enfatizar o fato de o Rio ser “a cidade mais bonita da galáxia”, além de prometer “um dos eventos melhor organizados da história do Brasil.

“Fizemos uma Copa do Mundo segura. Se fomos capazes de garantir a segurança de 12 cidades, vamos ser capazes de garantir no Rio de Janeiro em 2016”, garantiu. Diante do clima de desconfiança com escândalos de corrupção que abalam o país, Dilma traçou um paralelo entre o Brasil e os atletas que superam as adversidades com trabalho e esforço.

“Os atletas não se curvam diante de uma derrota. Se levantam e tentam uma, duas, três, quantas vezes necessário, por isso são atletas, porque sabem que a capacidade mais interessante do ser humano é não desistir. E o brasileiro tem essa vocação, somos lutadores. Temos essa consciência”, afirmou.

Revezamento com 12.000 participantes

“A Olimpíada também é um momento simbólico para nós. Somos um dos poucos países de dimensões continentais no mundo que reduziu as desigualdades. Somos um país com economia diversificada, que sabe e vai superar todas as dificuldades”, enfatizou a presidente da República.

Inspirada na tradição que começou no século VIII antes de Cristo na Grécia, a tocha será acesa na cidade de Olímpica, em maio de 2016. Em seguida, vai percorrer várias cidades gregas, até chegar à capital, Atenas, de onde será transportada a Brasília de avião.

No revezamento, passará pelas mãos de cerca de 12.000 brasileiros, em cidades dos quatro cantos do país, rumo ao destino final: o Maracanã, onde acenderá a pira olímpica, dando início aos primeiros Jogos Olímpicos organizados na América do Sul.

O Brasil terá “os maiores Jogos Olímpicos de todos os tempos, e o mundo falará sobre eles durante muito tempo”, prometeu o ministro dos Esportes, George Hilton. (rfi.fr)

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