Deutsche Bank entra na emissão de dívida angolana

(Foto: D.R.)
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O Governo angolano substituiu os franceses do BNP Paribas pelos alemães do Deutsche Bank num consórcio de bancos liderados pelo norte-americano Goldman Sachs para emissão de dívida soberana.

A informação, sem explicar a substituição, consta de um despacho do Ministério das Finanças, de 06 de Julho, a que a Lusa teve  acesso, revogando a carta-mandato conferida ao banco francês no cumprimento do despacho presidencial anterior, de 30 de Janeiro.

Nesse despacho, que a Lusa noticiou a 6 de Fevereiro, o Governo angolano escolheu o Goldman Sachs para liderar um grupo bancos internacionais que serão agentes em “representação da República de Angola” nas emissões de dívida pública soberana do país.

Além dos bancos norte-americano e francês – agora substituído “nos mesmos termos” pelo Deutsche Bank AG, London Branch (subsidiária) – a carta-mandato foi atribuída ainda ao Industrial and Comercial Bank of China (ICBC).

O documento, que não estabelece valores concretos para emissão de dívida, foi elaborado antes da aprovação da revisão do Orçamento Geral do Estado (OGE) de 2015, em Março, devido à forte quebra das receitas fiscais petrolíferas.

A decisão é justificada, no mesmo despacho, com a “estratégia do Governo no que concerne à diversificação das fontes de financiamento” visando a “prossecução de objectivos económicos e sociais de interesse público indispensáveis ao desenvolvimento nacional”.

A crise da cotação internacional do barril de crude deverá reduzir o peso do petróleo nas receitas fiscais de 70 por cento, em 2014, para uma estimativa de 36,5% este ano.

Devido à crise do petróleo, o Governo angolano prevê um défice de 7% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2015 e estima em mais de 20 mil milhões de dólares (18,1 mil milhões de euros) as necessidades de financiamento para este ano.

Na revisão do OGE, o executivo decidiu cortar um terço das despesas totais iniciais, passando o orçamento a prever uma taxa de crescimento do PIB de 6,6%, com toda a riqueza produzida no país a cifrar-se (estimativa) em 11,5 biliões de kwanzas (85 mil milhões de euros). (Lusa)

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