Despachantes querem uma nova tabela de honorários

(EXPANSAO)
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Os despachantes querem uma nova tabela de honorários, afirmou o presidente da Câmara dos Despachantes. Segundo Pedro Bequengue, que falava na I Conferência Nacional dos Despachantes Oficiais de Angola, no fim da semana passada no Centro de Convenções de Talatona, em Luanda, “os honorários continuam a ser estabelecidos por uma tabela aprovada em 1992, que foi então elaborada como provisória”.

“Infelizmente, continuamos a trabalhar com essa tabela”, disse, em entrevista ao Expansão, à margem do evento. Entretanto, revelou, a Câmara dos Despachantes já elaborou uma nova tabela”, que foi entregue à Assembleia Nacional. “Aguardamos que seja aprovada e publicada brevemente”, disse, explicando que os despachantes recebem um valor percentual do custo da mercadoria. A conferência teve como objectivo melhorar os conhecimentos dos associados da entidade, de modo a prestarem um serviço de mais qualidade aos seus clientes.

O encontro analisou também temas relacionados com o contributo dos despachantes para o crescimento da economia nacional, os reflexos do acordo da facilitação do comércio na economia mundial e o futuro do comércio internacional no âmbito do Programa de Facilitação do Comércio da Organização Mundial das Alfândegas. “O balanço é extremamente positivo, tivemos a presença de prelectores reconhecidos que trataram de temas que foram ao encontro das nossas expectativas, o que terá um impacto positivo”, considerou Pedro Bequengue.

Aguinaldo defende protecção temporária Entretanto, o presidente do conselho de administração (PCA) da Agência Reguladora de Supervisão de Seguros (ARSEG), Aguinaldo Jaime, que participou no evento, afirmou, ao Expansão, que “a economia angolana ainda sofre de algumas distorções que é preciso corrigir” antes que se possa abrir o mercado angolano à concorrência de produtos que vêm do exterior.

O responsável defendeu que deve haver “protecção temporária” aos empresários angolanos que “ainda não têm uma produção competitiva por uma série de factores, como a dificuldade nas infra-estruturas básicas, estradas, caminho-de-ferro, logística, fornecimento de água e de luz”, para além da própria distorção provocada pela taxa de câmbio”.

Contudo, o PCA alertou que “temos de estar preparados e conscientes de que, mais cedo ou mais tarde, enfrentaremos a concorrência das economias vizinhas, porque a economia angolana não pode estar permanentemente a viver sob protecção”. “Chegará um momento de abrir as nossas fronteiras, para que, em condições de preço e qualidade, os nossos produtos possam competir com as outras economias”, salientou.

Aguinaldo Jaime enfatizou ainda que “ter uma moeda estável é efectivamente um elemento vantajoso no comércio internacional”, mas lembrou que existem três factores que influenciam essa actividade, nomeadamente, a taxa de câmbio, a política comercial e a inflação do País. (expansao.co.ao)

por Eunice Sebastião

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