Defesa critica denúncia de ligação de executivo da Odebrecht com Freiburghaus

MPF (DR)
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O advogado de defesa do executivo Rogério Araújo, Guilherme Carnelós, criticou a qualidade das denúncias feitas pelo Ministério Público Federal (MPF), que o acusa de ter sido o elo com o suposto operador de propinas da empreiteira Odebrecht na Suíça, Bernardo Freiburghaus.

“Está desvinculado da verdade que as conversas telefônicas entre Rogério Araújo e Bernardo Freiburghaus induzam à conclusão de que Rogério seja o intermediador de propina”, afirmou Carnelós em entrevista coletiva realizada no final da tarde na sede da Odebrecht em São Paulo.

Segundo ele, o Ministério Público Federal usou injustificadamente o telefonema e depósitos em “prazos díspares” para supor que houve uma discussão sobre propina. “Na verdade, tratou-se de uma relação lícita, em que Rogério Araújo é cliente de Bernardo Freiburghaus”, afirmou.

Freiburghaus foi incluído na difusão vermelha da Interpol, a Polícia Internacional, índex dos mais procurados em todo o planeta. Ele foi inserido no cadastro porque é alvo da Operação Lava Jato e os investigadores atribuem a ele o papel de operador em supostos pagamentos de propinas da empreiteira Odebrecht na Suíça.

Um indício dessa relação com a construtora, segundo a força-tarefa da Lava Jato, são os frequentes telefonemas entre Freiburghaus e o diretor da Odebrecht Rogério Araújo. Entre 2010 e 2013, eles trocaram 135 ligações, em datas que coincidiram com depósitos de valores em contas do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa. Em delação premiada, Costa confessou ter recebido US$ 23 milhões da Odebrecht. (

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