Cuanza Sul prevê colher três mil toneladas de café

A região tem um grande potencial para a produção de café, contribuindo desta forma para o relançamento desta importante actividade agro-alimentar. (Foto: D.R.)
A região tem um grande potencial para a produção de café, contribuindo desta forma para o relançamento desta importante actividade agro-alimentar. (Foto: D.R.)
A região tem um grande potencial para a produção de café, contribuindo desta forma para o relançamento desta importante actividade agro-alimentar.
(Foto: D.R.)

Actualmente a província controla um total de 6.698 produtores familiares que desenvolvem a sua actividade numa área de cerca de 18.395 hectares.

A província do Cuanza Sul prevê colher, na presente campanha agrícola 2015/2016, cerca de 3.300 toneladas de café comercial, deu a conhecer o chefe do departamento do Instituto Nacional do Café (INCA), Magalhães Alfredo Lourenço.

O responsável, que falava na abertura da presente campanha realizada recentemente, na cooperativa Carlongo, no município do Amboim (Gabela), disse que actualmente intervêm na produção do café 6.698 produtores familiares, enquanto o sector empresarial está representado por 272 produtores, que desenvolve a sua actividade numa área total de 18.395 hectares.

Magalhães Alfredo Lourenço frisou que as acções do Inca na província incidem na assistência directa ao cafeicultor através da formação e treinamento em novas técnicas a utilizar no cultivo bem como no tratamento do cafezal.

Segundo ele, “isto resultou na tomada de consciência sobre o aumento da densidade por hectare, com fornecimento de sementes aos produtores”.

O chefe do departamento do Instituto Nacional do Café fez saber que, nos últimos anos, foram constituídas um total de 17 cooperativas, 112 associações e uma união de cooperativa e também criadas escolas de campo, cujos integrantes receberam conhecimentos sobre as melhores técnicas de produção utilizadas no processo de reabilitação e renovação da plantação.

Potencialidades

O responsável considerou que a produção do café na província, apesar do enorme potencial existente e dos avanços que se registam nas tecnologias de cultivo e processamento “ainda é caracterizada por níveis baixos de produtividade”, devido a escassos investimentos que se verificam na sua recuperação.

“É de ressaltar que além das regiões tradicionais de produção, se assiste a uma expansão do cultivo do café arábica nos municípios de cassongue e Mussende, com resultados animadores”, referiu.

O gestor acrescentou que, devido a diversidade climática a produção da espécie robusta faz se nas regiões de baixa altitude e de temperaturas elevadas nomeadamente nas circunscrições do Libolo, Amboim, Seles, Conda, Ebo e Quilenda.

Incentivo

O vice-governador para o sector económico, Franklin Fortunato e Silva que presidiu a cerimónia da abertura da safra, explicou que consta das acções prioritárias do Executivo angolano, para o período de 2013/2017, a revitalização da indústria cafeícola.

O governante disse que para a diversificação da economia se tem levado a cabo várias acções para a recuperação da actividade cafeícola, dando incentivos aos cafeicultores, através do fornecimento de várias mudas, novas tecnologias assim como explicando a necessidade de combater a desmatação nas áreas de produção do café.

Franklin Fortunato e Silva incentivou igualmente a classe empresarial da província a se empenhar no cultivo do café bem como na criação de condições técnicas para o descasque e tratamento do café.

“Pretendemos no sector cafeícola recuperar e prestar apoio a 679.000 explorações agrícolas familiares, 100.000 mudas, instalação de um milhão de viveiros, bem como 967 novas plantações, prevendo a colheita de 158.000 toneladas de café nos próximos anos”, destacou o vice-governador para o sector Económico, da província do Cuanza Sul.

Durante a campanha agrícola 2013/2014 foram colhidas cerca de 2.580 toneladas de café.

A produção de café é uma das actividades mais importantes da província, além da pesca e do artesanato.

PRODUÇÃO DE FRUTA É A APOSTA

Produtores de laranja na região do Cauembe, município da Conda, província do Cuanza Sul, pediram recentemente, ao Ministério da Agricultura mais incentivo para relançar a produção de laranja e manga na região.

Em declarações à Angop, o agricultor António Fernando disse existir vontade de trabalhar para a produção em grande escala na região, daí a necessidade de o Estado criar políticas de financiamento para esta actividade.

“Falta-nos suporte financeiro, recorremos às instituições financeiras, mas a contrapartida que pedem ultrapassa as nossas capacidades e assim retarda-se o relançamento da produção de laranja e manga para a produção de sumo na região”, disse o agricultor.

Referiu que a laranja como matéria-prima para fabricação de sumo, doces, entre outros produtos, há necessidade de haver uma aposta das autoridades de direito neste sector, visto os impostos resultantes da produção contribuiriam no crescimento económico da região e do país, uma vez que se pretende diversificar a economia.

A província do Cuanza Sul tem uma área de 55.660 quilómetros quadrados, e é constituída pelos municípios de Amboim, Cassongue, Cela, Conda, Ebo, Libolo, Mussende, Porto Amboim, Quilenda, Quibala, Seles e Sumbe.

A produção de café é uma das actividades mais importantes da província, além da pesca e do artesanato. (jornaldeeconomia.ao)

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