Cuanza-Sul: Cidade do Waco-Cungo completa 45 anos

Vista parcial da cidade do Waco Cungo (Foto: Lucas Neto)
Vista parcial da cidade do Waco Cungo (Foto: Lucas Neto)
Vista parcial da cidade do Waco Cungo (Foto: Lucas Neto)

A cidade do Waco-Cungo, sede do município da Cela, na província do Cuanza-Sul, comemora hoje, segunda-feira, 45 anos da sua elevação à categoria de cidade em 1970, pela Portaria nº16.997, pelo então Governador-Geral de Angola, Camilo Augusto de Miranda Robocho Vaz, durante a vigência do sistema colonial português.

Segundo fontes orais, Waco, nome originário de Haku, significa, de acordo com a tradição da região, o bairro dos naturais de Kungu, a nomenclatura do Sobado, que aportuguesado passou a chamar-se de Waco-Cungo.

Os portugueses chamaram-no de Santa Comba, tendo em conta a semelhança, em termos climáticos, da região de Santa Comba Dão, terra onde nasceu António Salazar. Para lhe conferir maior importância, a Cela foi durante a vigência do sistema colonial o maior Colonato em Angola, onde famílias portuguesas se fixaram na região, desenvolvendo a agro-pecuária.

A actual denominação de Waco-Cungo surgiu nos anos 1977/78, resultante da confluência de dois morros, o Waco e o Cungo.

As autoridades e municípes acreditam, cada ano que passa, no desenvolvimento da cidade e do município em geral, com a execução de programas que incidem na melhoria das condições sociais básicas das populações.

São inúmeras as realizações que a cidade vem conhecendo nos últimos tempos, fruto das suas potencialidades agro-pecuárias e turísticas que o Wako-Kungo dispõe.

Em declrações à imprensa, a administradora municípal da Cela, Amélia Agria Russo, considera que passados 45 anos, a cidade do Wako-Kungo continua a crescer, sobretudo o sector social que vai respondendo aos anseios das
populações.

Dentre as realizações de vulto, a administradora Amélia Russo destacou a construção de uma escola com 12 salas de aula no Bairro Certeza, arredores do Waco-Cungo, com múltiplas valências para o melhoramento do processo de ensino e aprendizagem, como laboratórios de química, física, informática e um campo poliedesportivo e outras.

Outras realizações que orgulham a administradora municipal da Cela prendem-se com a terraplanagem da estrada que liga a sede municipal à comuna de Kissanga-Kungo, que vai ser asfaltada nos próximos tempos, a construção de 22 residências para acomodar os técnicos e médicos, elaboração do projecto turístico do Humbe e reabilitação de passeios e lancís.
O melhoramento do sistema de abastecimento de água potável na cidade do Waco e seus arredores, bem como do sistema de abastecimento de energia eléctrica constam dos ganhos alcançados nos últimos tempos.

Quanto aos sectores da saúde e da educação, Amélia Agria Russo salientou que com os esforços feitos pelo Executivo, a realidade dos dois sectores melhorou significativamente, com realce para a abertura do
hospital municipal da Cela, que atende várias solicitações dos pacientes, não só do município como de outros da província.

A educação, segundo a administradora, também está a melhorar com a construção de mais infraestruturas escolares.
As iniciativas do sector privado são, no entender da responsável, um facto que orgulha as autoridades e os munícipes, realçando a abertura em breve na cidade do Wako-Kungo de uma fábrica de massa tomate, de leite e água mineral, como um incentivo para disponibilização de bens e serviços ás populações e geração de empregos no seio da juventude.

A administradora municipal da Cela considerou como preocupação a debilidade do sistema de abastecimento da corrente eléctrica á cidade, como factor que dificulta o surgimento de novos serviços e a agro-indústria.

Amélia Agria Rurro acalentou esperanças para dias melhores, com a conclusão do projecto de electrificação da cidade do Wako-Kungo, a partir da Subestação da Gabela.

“Estamos a enfrentar inúmeras dificuldaes na componente de abastecimento da corrente eléctrica, porque dependemos de grupos geradores e, com o alargamento da cidade, a capacidade dos referidos grupos não satisfaz as necessidades de todos, adiantando que nos próximos tempos a situação vai ser invertida quando entrar em funcionamento o projecto de electrificação do Waco-Cungo, a partir da Subestação eléctrica da Gabela”, disse.

Referiu que outro desafio passa pela reabilitação de estradas secundárias e terciárias, mas para sua concretização há toda necessidade da administração ser dotada de um Kit de reparação de estradas.

Amélia Agria Russo aproveitou a ocasião para lançar um apelo no sentido de os investidores ligados ao sector do turismo desenvolverem acções de restauro de locais turísticos espalhados pelo município, visando o seu aproveitamento e proporcionar aos munícipes e todos que para lá se deslocam, um ambiente de lazer.

Salientou que a revitalização do sector turístico traz inúmeros benefícios, não só do ponto de vista de
ocupação dos tempos livres, como da geração de empregos para os habitantes da região, sobretudo dos jovens, sublinhando que “o município da Cela é o destino de muitos turistas nacionais e estrangeiros o que submete á administração municipal enormes responsabilidades de criar condições, em parceria com o sector privado, o restauro de locais de atracção turística”.

Considerou que a exploração das potencialidades turísticas vão constar nas prioridades do programa para os próximos tempos, tendo em conta os rendimentos que possam advir, nas vertentes social e económica.

“Temos potencialidades turísticas no nosso município, mas, por falta de investimentos estão quase em estado de abandono, sem o seu real aproveitamento por parte dos munícipes e, com isso, perdemos muitas receitas, bem como de oportunidades de empregos para os jovens”, frisou.

A administradora municipal da Cela citou como exemplos de locais turísticos que clamam pela sua urgente reabilitação, a Fazenda Kungo Agrícola, o Miradouro da Cidade (Morro Waku), o Centro de Emissores da TPA e da RNA, a Capela do Monsanto na Aldeia nº 6, o Lago dos hipopótamos, entre outros. (portalangop.co.ao)

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