Cuanza Norte: Teatrólogo defende mais acções contra o SIDA

Mobilização contra o VIH-Sida (Foto: Angop)
Mobilização contra o VIH-Sida (Foto: Angop)
Mobilização contra o VIH-Sida (Foto: Angop)

O Director do grupo teatral Omalayetoveya, Dino Kibato, defendeu nesta sexta-feira, na Camabatela, o reforço das acções de luta contra a Sida, com vista a tornar mais eficaz o combate a esta pandemia.

Em declarações à Angop, Dino Kibato sugeriu a criação de mais grupos de activistas contra o HIV/Sida com o propósito de elevar o nível de informação e conhecimentos sobre esta doença no seio das populações.

Segundo o responsável, a escassez de informação por parte das populações sobre a doença, associada a falta de activistas que abordem permanentemente o assunto, assim como os tabus que ainda existem na

abordagem do HIV/Sida promovem a descriminação e o estigma contra os seros-positivos.

“Estes factos demonstram a necessidade de mais engajamento na luta contra a pandemia”, sublinhou o director do grupo teatral, acrescentando que esta realidade constitui um obstáculo para a concretização dos

objectivos do milénio sobre o HIV/Sida que preconiza “zero novas infecções, zero mortes por Sida e zero descriminação até 2017”.

“O coordenador da luta contra o Sida no país é o Presidente da República, então, isto pressupõe que nas províncias são os governadores e administradores que devem incentivar as autoridades sanitárias e demais

grupos sociais a trabalharem para o combater a doença”, esclareceu.

Dino Quibato considerou a quebra de sigilo dos técnicos de saúde que leva a divulgação do estado serológico das pessoas portadoras da doença como outro problema que obstaculiza a adesão a testagem voluntária,

inviabilizando, deste modo, as acções tendentes ao controlo do Sida.

“Recebemos queixas de jovens que disseram não existir sigilo por parte dos técnicos, pois estes divulgam os resultados. Esse é um outro obstáculo e constitui matéria de crime à luz do ordenamento jurídico angolano”, advertiu.

O activista desmistificou o SIDA, dizendo que apesar de ainda não ter cura é uma doença controlável, e umas das melhores formas de a conter é elevar a informação sobre a mesma no seio das populações.

“A informação é a melhor forma de combater o HIV, e se não existirem activistas que abordem permanentemente este assunto, dificilmente a doença será controlada”, alertou, justificando que se gasta menos apoiando um número

de pelo menos 30 activistas, por município, do que comprar anti-retrovirais para tratar os doentes.

Dino Kibato defendeu ainda a criação de “caixas fortes” nos principais pontos das cidades e vilas, tal como acontece em algumas regiões do país, onde os jovens possam ter acesso a preservativos sem precisarem de ir as unidades sanitárias.

Omalayetoveya é um grupo teatral da província de Benguela, cuja acção principal é a difusão de informação, educação e comunicação sobre o combate ao HIV. (portalangop.co.ao)

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