Cuando Cubango: Vice-governador enaltece cooperação com a China

Ernesto Kiteculo, vice-Governador do Cuando Cubango (Foto: Angop)
Ernesto Kiteculo, vice-Governador do Cuando Cubango (Foto: Angop)
Ernesto Kiteculo, vice-Governador do Cuando Cubango (Foto: Angop)

O vice-governador da província do Cuando Cubango para o sector económico e produtivo, Ernesto Kiteculo, enalteceu, neste fim de semana, em Menongue, a actual e permanente cooperação com a China, por ser um mecanismo para o contínuo desenvolvimento multifacetado do país.

Ao dissertar o tema sobre a importância da recente visita à China do Presidente da República, José Eduardo dos Santos, aos militantes do Secretariado Provincial da JMPLA, Ernesto Kiteculo explicou que dentre os acordos assinados destaca-se, inicialmente, um memorando de entendimento, que é o documento orientador da cooperação, através de uma comissão mista bilateral.

Destacou que o nível de cooperação ora iniciado tem um carácter diferente dos demais acordos anteriores, uma vez que “mais do que os chineses colocarem o dinheiro aqui, fazerem as infra-estruturas e regressarem ao seu país, no âmbito do presente acordo, os chineses ao virem trazer investimentos, devem igualmente formar os quadros angolanos”, sublinhou.

Então, continuou, foi assinada por uma comissão orientadora de cooperação económica e comercial, através da qual, são definidos os métodos da realização do comércio em alta escala, bem como do desenvolvimento da actividade económica.

Recordou que foi igualmente assinado um acordo no domínio da agricultura, argumentando que a exemplo da Fazenda Agro-Industrial do Longa (Cuíto Cuanavale), vocacionada para o cultivo e produção do arroz, existem várias outras espalhadas pelo território nacional, que poderão ver mais ampliadas as suas performances, mercê do referido acordo.

Outro acordo importante, referiu o responsável, foi assinado no domínio dos transportes, destacando que muitas infra-estruturas, neste domínio, mormente caminhos-de-ferro, estradas e aeroportos, foram construídas e reconstruidas fruto da cooperação chinesa e poderão continuar a merecer maior atenção.

Lembrou ainda que foi assinado um acordo para a construção de uma refinaria de produtos derivados do petróleo na província do Zaire, bem como outro do domínio do seguro de crédito, que é um instrumento jurídico-legal que garante segurança às empresas chinesas que estiverem a investir no país.

No domínio da aviação civil, foi também rubricado um acordo, para melhorar a performance dos angolanos no controlo ao tráfego aéreo, acrescentando que no domínio do ensino foi igualmente rubricado um importante acordo, consubstanciado no impacto que a China tem na gestão de laboratórios e outras áreas do saber.

Por forma a pontualizar aos militantes a capacidade multissectorial e a sua visão ampla para o desenvolvimento, Ernesto Kiteculo realçou que aquele país do continente asiático, possui 1 bilhão e 700 milhões de habitantes, tem um PIB calculado em três triliões de dólares, detém 75,5 porcento de toda dívida externa dos Estados Unidos da América, que é a maior potência do mundo.

Avançou que aquele país possui igualmente o maior número de engenheiros no planeta, num total de 300 milhões e conta com a segunda maior economia do mundo, para quem os números expostos transformam a China, na potência certa e privilegiada para continuar a ajudar a transformar Angola, num país que oferece as melhores condições de vida às populações.

Para si, todos os militantes da JMPLA devem estar documentados sobre os acordos ora rubricados, por forma a corrigir qualquer argumento negativo que ponha em causa a boa vontade do Governo angolano, em buscar parcerias estratégicas viradas essencialmente para a diversificação das fontes de receita e desenvolvimento de Angola. (portalangop.co.ao)

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