Crise cambial trava economia do país

(Foto: D.R.)
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Os distribuidores queixam-se das dificuldades em importar, face à escassez de divisas, e da falta de produção nacional que substitua os produtos vêm de fora, como demos conta aos leitores na última edição após a ronda que fizemos nalgumas lojas de grande dimensão em Luanda. Mas, pelos vistos, a escassez de divisas também condiciona a produção nacional. A Lactiangol, por exemplo, confronta-se com a falta de divisas e com o preço dos produtos importados que são, segundo o presidente do seu conselho de administração, José Macedo, menos castigados pelos impostos. Foi obrigada a reduzir a produção de lacticínios, encontra-se a trabalhar num patamar mínimo e foi forçada a adiar um investimento que permite duplicar a produção.

Segundo Carlos Cunha, o coordenador da comissão instaladora da nova associação de distribuidores, a ECODIMA, ‘a produção nacional não tem expressão na nossa actividade. Mesmo incluindo bebidas não passará de 10% a 15%. São dados que vamos avaliar e pôr no mercado com realismo’. Pelo que, considera o responsável da nova associação, ‘as cambiais vão ter de aparecer’.

O BNA está a aumentar a colocação de divisas junto da banca, como poderá ler nesta edição, mas as perspectivas quanto à evolução do preço do barril de petróleo não são as melhores. O Brent já está bastante abaixo dos USD 60 e pode cair mais. Se o futuro imediato do mercado for esse chegarão menos dólares através da receita petrolífera. (opais.ao)

Por: Luis Faria

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