Cooperação entra numa fase que permitirá transformação de tecnologias – Georges Chikoti

O ministro das Relações Exteriores de Angola, em Roma. (Foto: Francisco Miúdo)
O ministro das Relações Exteriores de Angola, em Roma. (Foto: Francisco Miúdo)
O ministro das Relações Exteriores de Angola, em Roma.
(Foto: Francisco Miúdo)

A cooperação entre Angola e a Itália vai entrar numa fase que permitirá transferir algumas tecnologias de fábricas italianas para transformarem os seus produtos em Angola, ou criar parcerias com empresas angolanas, afirmou ontem, domingo, em Roma, o ministro das Relações Exteriores Georges Rebelo Pinto Chikoti.
O titular da pasta das Relações Exteriores fez o pronunciamento à imprensa angolana em Roma, no quadro da visita que o Chefe de Estado angolano efectua a partir de ontem, domingo neste país.

De acordo com Georges Chikoti, “essas empresas poderão eventualmente fazer  parcerias com congéneres angolanas em áreas ligadas à agricultura, agro-indústria e mecânica e realizar  projectos que possam nesta actual fase criar empregos na República de Angola”.

“É uma fase particularmente no domínio económico”, ressaltou Georges Chikoti que destacou a importância desta visita do Chefe de Estado angolano a Itália, pelo facto do líder angolano manter encontros com o seu homólogo italiano, Sérgio Mattarella e o Primeiro-ministro deste país, Matteo Renzi, com os quais vai abordar assuntos de interesse comum.

Angola é hoje o terceiro parceiro comercial Sub-sahariano da Itália. Em 2013, o valor total de comércio entre os dois países elevou-se a 891 milhões de Euros, com 348 milhões de Euros feitos através das exportações Italianas.

A Itália foi o primeiro país da Europa Ocidental a reconhecer a independência de Angola, no dia 18 de Fevereiro de 1976, e a 4 de Junho, do mesmo ano, estabeleceram-se as relações diplomáticas entre os dois Estados.

As relações de cooperação existentes entre Angola e a Itália, tiveram o seu início em 1977, com a assinatura de um Memorando que institui a Comissão Bilateral, então Comissão Mista de Cooperação, ao que se seguiram a subscrição de vários outros instrumentos jurídicos.

A República de Angola foi considerada pela cooperação italiana, como um país de primeira prioridade, no que comportou um reforço das iniciativas italianas, segundo informação da Cooperação Italiana, que viriam a conhecer um impulso aquando da visita do Presidente angolano, José Eduardo dos Santos em 1997. (portalangop.ao)

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