Centro de Controlo de Satélites terá 45 doutorados angolanos

(Foto: Ampe Rogério)
(Foto: Ampe Rogério)
(Foto: Ampe Rogério)

Jovens formados na Rússia vão integrar o organismo que vai monotorizar o futuro satélite angolano, Angosat 1, que entra em órbita em 2017. Finalistas do ISUTIC farão igualmente parte dos quadros de profissionais do centro.

Quarenta e cinco técnicos angolanos doutorados em Tecnologias de Informação e Comunicação na Rússia começam a chegar este ano ao País, revelou o ministro das Telecomunicações e Tecnologias de Informação. José de Carvalho da Rosa, que falava ao Expansão à margem do lançamento da primeira pedra do Centro de Controlo e Missões de Satélites, em Luanda, no fim-de-semana passado, espera que os técnicos venham a contribuir com saber científico e académico para o desenvolvimento da Sociedade de Informação e Comunicação, ajudando na redução dos custos dos vários serviços prestados pelas operadoras de telefonia móvel no País.

O centro da instituição que vai controlar, rastrear e fazer a telemetria dos dados enviados pelo satélite angolano Angosat I vai funcionar na comuna da Funda, município de Cacuaco, em Luanda, com técnicos angolanos e estrangeiros. O coordenador da comissão interministerial do projecto, José de Carvalho da Rocha, garantiu ao Expansão que a obra terá a duração de 18 meses e que o funcionamento do centro arranca em 2017.

Para este objectivo, disse, será importante a infra-estrutura, mas, sobretudo, “a democratização do acesso à Internet, a produção de conteúdos locais e o aumento do alfabetismo em Angola” “O reforço da concorrência e a plena liberalização dos serviços constituem também pontos para o desenvolvimento do projecto”, adiantou, sublinhando o papel do desenvolvimento de outras infra-estruturas “essenciais ao país”, como a energia e as comunicações rodoviárias, ferroviárias, aéreas e marítimas.

O satélite angolano vai disponibilizar serviços de telecomunicações, televisão e Internet, e deverá permanecer na órbita durante 15 anos, permitindo o País esteja conectado através das comunicações. “Este é apenas um dos sete projectos previstos ao abrigo do Programa Espacial Angolano”, que envolve formação de quadros, transferência de conhecimentos nesta área e o lançamento da Agência Espacial Angolana, explicou.

Para além desta central de controlo em Luanda, está prevista a construção de outra em Korolev, na Federação Russa, disse o secretário de Estado das telecomunicações, Aristides Safeca. O Angosat 1, que deverá estar em órbita no primeiro trimestre de 2017, permite assegurar telecomunicações em todo o território nacional e vai ter uma utilização de 99,2% capacidade prevista, informou Aristides Safeca.

ISUTIC fornece primeira fornada de finalistas

Entretanto, os primeiros finalistas do Instituto Superior de Tecnologias de Informação e Comunicação (ISUTIC), que funciona há três anos no Rangel, Luanda, reforçarão os quadros de pessoal que irá trabalhar no Centro de Controlo e Missões de Satélites. Segundo o director-geral da instituição, Gabriel Chiquete Chipuete, a escola de ensino superior público ministra cursos técnicos ligados à tecnologia de informação e comunicação, e lança os seus primeiros licenciados no mercado em 2017, “nas áreas de telecomunicações e informática”.

A direcção do instituto pretende contribuir com 10% dos estudantes que a instituição possui, no sentido de aplicarem os conhecimentos adquiridos ao longo da formação, adiantou. O também professor de Matemática espera que pelo menos 90 a 100 estudantes possam integrar o projecto. O Instituto tem 900 estudantes do primeiro, segundo e terceiro ano.

Tem 22 professores, dos quais 15 nacionais, formados, na sua maioria, pela Universidade Agostinho Neto. Gabriel Chiquete Chipuete avançou que o Projecto Empreendedorismo, disciplina que faz parte do programa curricular do ISUTIC, tem em vista incentivar os futuros licenciados a criarem as suas empresas. “Estamos envolvidos nesta actividade, pois sabemos que todos os jovens que sairão do Instituto não serão enquadrados nas empresas, por isso, têm de criar as suas”, disse. “Estamos a trabalhar na formação de quadros, bem como na realização de feiras de ideias, e a desenvolver projectos ainda que pequenos, mas que sejam úteis à sociedade”, concluiu. (expansao.ao)

Por: Osvaldo Manuel

SEM COMENTÁRIO

DEIXE UMA RESPOSTA