‘Caso Ganga’ em tribunal a partir do dia 7

(Foto: D.R.)
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Militante foi morto a 23 de Novembro de 2013, por estar a colar cartazes na Cidade Alta.

O julgamento da morte de Manuel Hilbert Ganga, membro da CASA-CE – alegadamente por disparos efectuados por um soldado da Unidade da Guarda Presidencial (UGP) –, começa na próxima semana, dia 7, no Tribunal Dona Ana Joaquina, em Luanda.

O engenheiro civil Hilbert Ganga, agora patrono da juventude da Coligação, foi morto a 23 de Novembro de 2013, supostamente por soldados da UGP, quando colava cartazes, já de noite, junto às paredes do Estádio dos Coqueiros, nos arredores do Palácio Presidencial da Cidade Alta.

Nos cartazes apelava-se a que fosse feita justiça no caso dos activistas Isaías Cassule e Alves Kamolingue, mortos na sequência de uma manifestação ocorrida a 27 de Maio de 2012, em Luanda, que tinha sido organizada por antigos combatentes que reclamavam pensão na Caixa Social.

Detido por agentes da UGP com alguns dos seus correligionários, Hilbert Ganga terá então tentado escapar da viatura onde era conduzido, sendo atingido a tiro e sofrendo morte imediata.

Francisco Miguel ‘Michel’, advogado de defesa da família de Hilbert Ganga, disse ao SOL não ter «razões de queixa da instrução preparatória do julgamento», sob a acusação de homicídio voluntário.

Não se sabe no entanto quem estará no banco dos réus. Cauteloso, o advogado, que é igualmente militante da CASA-CE, negou avançar com mais pormenores sobre o processo. «Acho não ser curial adiantar pormenores, a verdade é que há elementos suficientes que indiciam crime», disse Michel ao SOL, e assegurou: «Que eu saiba, o tribunal já notificou o réu e demais declarantes testemunhas no processo, porque todos os passos já foram cumpridos».  (sol.ao)

 

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