Burundi conta votos após presidencial contestada

Começou o apuramento dos votos no Burundi (REUTERS/Mike Hutchings)
Começou o apuramento dos votos no Burundi (REUTERS/Mike Hutchings)
Começou o apuramento dos votos no Burundi
(REUTERS/Mike Hutchings)

O Burundi foi ontem às urnas para uma eleição presidencial sob tensão. Parte da oposição boicotou o escrutínio. Os resultados provisórios só deverão ser divulgados após esta quinta-feira enquanto o grau de participação é alvo de disputa entre as autoridades e a oposição.

Foi um acto eleitoral marcado por episódios de violência e pelo boicote dos principais partidos da oposição perante a persistência do presidente cessante Nkurunziza em avançar para um controverso terceiro mandato.

Durante a noite de segunda para terça-feira ouviram-se tiros e explosões na capital Bujumbura tendo havido dois mortos. Já a noite passada foi bem mais calma.

O presidente da comissão eleitoral burundesa, Pierre Claver Ndayicariye, declarou à imprensa que os resultados provisórios da presidencial deverão ser anunciados dentro de dois dias.

Mas depois da larga vitória conquistada pelo partido no poder, o CNDD-FDD, nas legislativas e autárquicas do passado dia 29 de junho, escrutínio que também foi boicotado pela oposição, a vitória do presidente Pierre Nkurunziza está, segundo os analistas, mais do que assegurada.

Quanto à afluência às urnas, o assessor de imprensa do presidente Nkurunziza, Willy Nyamitwe, faz “um balanço muito positivo” destas eleições afirmando, na antena da RFI em francês, que ” a taxa de participação é largamente satisfatória” devendo até “estar por volta dos 80 %”.

Também na antena da RFI, Jean Minani, um dos líderes da oposição, acusa as autoridades burundesas de manipulação considerando que “a taxa de participação foi muito fraca” e que “toda a gente pôde constatar que os centros de voto estavam vazios de manhã até à noite”.

Por seu turno, os jornalistas presentes no Burundi têm dado conta de uma participação média em geral, mas extremamente fraca na capital onde a contestação tem sido mais forte. (rfi.fr)

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