BNA esmera-se para recuperar kwanza disperso na Namíbia

Governador do BNA, José Pedro de Morais Júnior (DR)
Governador do BNA, José Pedro de Morais Júnior (DR)
Governador do BNA, José Pedro de Morais Júnior (DR)

O Banco Nacional de Angola está a trabalhar de forma empenhada, em parceria com polícia fronteiriça angolana e as autoridades namibianas para recuperar os mais de 10. 6 biliões de kwanzas fora, aparentemente, do controlo do Governo deste país vizinho, informou, sábado em Luanda, o governador da instituição, José Pedro de Morais.

Indagado sobre o assunto na Feira Internacional de Luanda (FILDA/2015), o governante explicou que para o efeito foi criada uma comissão que se encontra na Namíbia a tratar de corrigir a situação, por forma a fazer respeitar as bases deste acordo monetário entre os dois países, que entrou em vigor no dia 18 de Junho deste ano.

Nós temos neste momento uma comissão que está a trabalhar neste aparente descontrolo do acordo, do lado das autoridades namibianas. Houve algum descontrolo por parte das estruturas que estão mandatadas para servirem de agentes de troca no mercado namibiano”, explicou o gestor, considerando a anomalia de “descarrilamento temporário dum mecanismo”.

De acordo com o governador do Banco Nacional de Angola, este acordo foi feito para beneficiar as famílias fronteiriças e dar possibilidade a cada cidadão nacional transpor a fronteira desta colónia inglesa com pelo menos o equivalente a cinco mil dólares.

Portanto, esclareceu, “estamos a trabalhar com o Banco Central da Namíbia, com as autoridades locais e a nossa polícia fronteiriça para corrigirmos aquilo que foi um descarrilamento temporário de um mecanismo. Mas nos próximos tempos vai haver uma melhoria significativa para permitir as pessoas irem à Namíbia fazer as suas vidas em condições normais”.

À luz do referido instrumento jurídico, de cuja violação foi alertada pelo presidente da Namíbia, Hage Geingob, os bancos nacionais de Angola e da Namíbia devem divulgar diariamente a taxa de câmbio das moedas dos dois países, que vão passar a ser aceites para trocas nas localidades fronteiriças de Santa Clara e Oshikango. (portalangop.co.ao)

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