Bispo auxiliar de Luanda aconselha sociedade a dedicar-se à oração

Dom Zeferino Zeca Martins, Bispo auxiliar de Luanda (Foto: Alberto Julião)
Dom Zeferino Zeca Martins, Bispo auxiliar de Luanda (Foto: Alberto Julião)
Dom Zeferino Zeca Martins, Bispo auxiliar de Luanda (Foto: Alberto Julião)

O Bispo auxiliar da Arquidiocese de Luanda, Dom Zeferino Zeca Martins, aconselhou neste domingo a sociedade a dedicar-se à oração de modo a ter uma maior intimidade com Deus.

O prelado proferiu tais palavras ao presidir a missa de encerramento da peregrinação à Muxima alusiva ao jubileu de 75 anos da Arquidiocese e dos 150 da primeira evangelização, de Angola, com o lema “Fica connosco, Senhor”.

Na homilia o bispo aconselha os cristãos a continuarem a orar nas comunidades, com as famílias, no local de trabalho, nas ruas, bairros de Luanda e nos engarrafamentos que se registam principalmente na cidade capital para evitar as faltas de respeito por parte dos automobilistas.

“Necessitamos de orar em qualquer lugar em todo momento, na verdade diz-se que a oração é a força do homem pois Deus escuta quem ora com fé ”, sublinhou.

Dom Zeferino Martins orientou os fiéis a cultivar o diálogo fraterno e construtivo e a procurarem servir em todas as circunstâncias da vida não desanimando na fé nem cair no desânimo persistindo em oração constante.

Apelou a regressarem as raízes, a origem da família cristã inculcada ao longo de quinhentos anos da divulgação do Evangelho de Cristo em Angola, assim como a recuperar o espírito de oração nos lares.

Sublinhou que “sem fé não podemos construir uma sociedade digna do homem pondo-a de lado, hoje vivemos uma profunda crise de fé, os novos tempos querem viver pensando que pode-se fazer tudo sozinho, a margem e longe do olhar de Deus”.

Sem a fé a sociedade actualmente tornou-se individualista, invejosas, as pessoas deixaram de confiar nas outras porque perderam o sentido de honradez e honestidade, dando espaço para a corrupção, feitiçarias, boatos, intrigas, interesse pessoal, tribalismo e calunias, sendo males que podem destruir a humanidade, acrescentou.

Reafirmou que numa sociedade sem fé os pais facilmente abandonam os filhos, os mesmo se revoltam contra os seus progenitores, não questionam a pratica do aborto, não se reconhece o casamento, incesto, a violência doméstica, confiam a educação dos próprios filho a televisão, internet, com conteúdo pouco moral, longe da selecção criteriosa dos educandos.

Dom Zeferino Zeca Martins recomendou, por outro lado, aos peregrinos ao saírem do santuário onde renovaram a sua fé, a assumirem uma nova conduta diante da sociedade, transmitindo bons testemunhos, vivendo unidos nas famílias, no local de trabalho e na Igreja continuando a crescer na fé. (portalangop.co.ao)

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