Bié: População chamada a denunciar zonas suspeitas de minas

BIÉ: ENGENHOS EXPLOSIVOS COMPROMETE TRABALHO DE ASFALTAGEM NA PROVÍNCIA (Foto: Angop)

Cuito – O governador da província do Bié, Álvaro Manuel de Boavida Neto, pediu nesta quinta-feira, aos habitantes locais, para que continuem a informar às administrações municipais e às equipas de sapadores sobre as zonas suspeitas de estarem minadas.

BIÉ: ENGENHOS EXPLOSIVOS COMPROMETE TRABALHO DE ASFALTAGEM NA PROVÍNCIA (Foto: Angop)
BIÉ: ENGENHOS EXPLOSIVOS COMPROMETE TRABALHO DE ASFALTAGEM NA PROVÍNCIA (Foto: Angop)

Em declarações à imprensa, o governante sublinhou que o país viveu um período intenso de guerra e muitas localidades continuam minadas, daí a necessidade das populações denunciarem as zonas possíveis de estarem minas para facilitar o processo de desminagem.

O processo de desminagem, no entender da fonte, vai permitir que as empresas de construção civil, sobretudo as envlvidas na reabilitação de estradas nacionais, acelerem os trabalhos de modo a facilitar a circulação de pessoa e mercadorias com segurança.

Referiu como exemplo a estrada nº 250, que liga os municípios do Cuemba e Camacupa, zonas onde no passado registaram-se intensos combates, dai a existência nestas áreas de campos minadas que no seu entender precisam ser tratados com muito cuidado, por parte das equipas de desminagem.

Neste momento operam na província do Bié, no processo de desminagem, o Instituto Nacional de Desminagem (INAD), Forças Armadas Angolanas (Brigada C da IVª Divisão) e a 2ª, a 4ª e 6ª brigadas de Desminagem da Casa de Segurança do Presidente da República.

O processo de desminagem da província conta com o contributo da Organização Não Governamental Britânica “The HALO Trust” e a ONG Nacional APACOMINAS.

O trabalho destas operadoras tem permitido a restauração, de uma forma segura, de várias infra-estruturas e equipamentos sociais, devastadas pelo conflito armado.

A província do Bié é considerada como uma das mais minadas do país, desde a altura dos conflitos armados sangrentos que assolaram Angola por várias décadas. (portalangop.co.ao)

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