Associação humanitária sugere criação de cooperativas de lixo

MUNÍCIPES (Foto: Angop)

O presidente da Ong-não governamental Acção Humanitária Angola Unida (ACHAU), Emanuel Dias, sugeriu hoje, quarta-feira, em Luanda, a criação de cooperativas de lixo, para solucionar a situação da acumulação de resíduos sólidos nas ruas de Luanda.

MUNÍCIPES (Foto: Angop)
MUNÍCIPES (Foto: Angop)

Em declarações à Angop, para falar sobre a participação dos munícipes na limpeza da cidade de Luanda, aconselhou a criação de cooperativas em todos os bairros para, de forma gradual, eliminar os focos de lixo e manter uma higiene aceitável nas ruas da província, principalmente na periferia.
Disse que ACHAU possui uma proposta para criação das cooperativas do lixo, defendendo que este mal só poderá reduzir com o surgimento destas cooperativas, onde o munícipe é indispensável, podendo participar, recebendo uma cota simbólica.
“Se a cooperativa fosse um facto, seria assim um elemento importante para tornar Luanda mais limpa, porque o quadro actual desagrada a todos os moradores da capital do país”, disse .

O presidente da ACHAU informou que a Ong desenvolve um projecto denominado “Mais higiene e saneamento, para melhor qualidade de vida das comunidades”, que visa despertar os munícipes para as questões ambientais, com o lema se cada um limpar o seu local de residências, terão as ruas mais limpas e aprazíveis para viver.
Quanto ao método de recolha porta-a-porta, Emanuel Dias considerou muito importante, porque ajuda muito na redução do lixo nas ruas, e mesmo porque já havia este tipo de prestação de serviço e era visível a diminuição dos resíduos, porque os moradores sabiam que o carro a qualquer altura iria passar para recolher.
Relativamente as lixeiras existentes em vários bairros periféricos, Emanuel Dias disse isso resulta da ineficiência das próprias operadoras, porque muitas põem em primeiro lugar os valores monetários, em detrimento de um serviço com qualidade e responsável.

“As empresas devem ter vontade de trabalhar e de colaborar com o governo na resolução deste problema, deixando a faturação de valores avultados mediante uma recolha medíocre” aconselhou.

A participação dos munícipes para a solução do problema do lixo, passa primeiro pela sensibilização, no sentido de aconselha-los que o lixo deve ser depositado em locais apropriados, acabar com o hábito de lixeiras, devendo fazer limpeza diariamente, para evitar doenças. (portalangop.co.ao)

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