Angola construirá estação de cabo submarino e centro de dados no Brasil

António Nunes, CEO Angola Cables (Foto: D.R.)
António Nunes, CEO Angola Cables (Foto: D.R.)
António Nunes, CEO Angola Cables
(Foto: D.R.)

Fortaleza – A Angola Cables, empresa angolana que vai gerir as operações do cabo submarino de fibra óptica entre Angola e o Brasil através das cidades de Luanda e Fortaleza, dispõe já do terreno para instalar em Fortaleza, capital do Estado brasileiro do Ceará, a estação de cabos submarinos de fibra óptica e um centro de dados para coordenação do sistema.

O acto de concessão do terreno foi formalizado sexta-feira, em Fortaleza, na presença do secretario angolano de Estado das Telecomunicações, Aristides Safeca, e do embaixador de Angola no Brasil, Nelson Cosme, para além de outras entidades do governo brasileiro, deputados e autoridades do Estado do Ceará, que testemunharam a assinatura do contrato rubricado pelo prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio, e António Nunes, presidente do Conselho de Administração da Angola Cables.

Aristides Safeca,enquadrou as acçoes a desenvolver pela Angola Cables no Brasil na estratégia do Governo angolano de expansão e modernização do sistema de telecomunicações, que proximamente conhecerá entre outros projectos as comunicações por satélite.

Por seu lado, Nelson Cosme destacou que os projectos da Angola Cables são realizações que se acrescentam aos marcos da história recente das relações entre Angola e o Brasil e dão suporte aos instrumentos de cooperação existentes, nomeadamente o Acordo Geral de Cooperação Política, Económica, Técnico-Cientifico e Cultural e a parceria estratégica existente entre Angola e o Brasil.

O diplomata enalteceu o esforço das autoridades brasileiras que têm se mostrado muito empenhadas desde o início do projecto, prioridade do executivo angolano e que permitirá transformar Angola num “hub de telecomunicações” no continente africano.

Na apresentação do projecto e da empresa, Antonio Nunes referiu que com o cabo submarino as comunicações entre Angola e o Brasil terão capacidade de  40 terabytes por segundo e velocidade de troca de dados de 63 milésimos de segundos. Os presentes puderam conhecer também os planos e programas da Angola Cables.

Os governantes brasileiros, nomeadamente o secretário de Estado das Comunicações e o prefeito de Fortaleza, consideraram exemplar a acção da Angola Cables e enalteceram a forma como Angola desenvolve as suas relações com o Brasil, que se apresenta como um modelo na cooperação do Brasil com África.

A estação de cabo submarino de fibra óptica e o centro de dados da Angola Cables, a ser construída em Fortaleza, ocupará uma área de cerca de dez mil metros quadrados, sendo três mil metros quadrados de área construída ocupada com tecnologia de informação.

A Angola Cables vai gerenciar o cabo de fibra óptica de seis mil e 165 quilómetros, que ligará Luanda a Fortaleza, no quadro do Sistema de Cabos do Atlântico, permitindo  ligar a África e a América do Sul, no primeiro momento e mais tarde a América do Norte, quando estiver em funcionamento o Sistema Monet,um cabo de fibra óptica que ligará Fortaleza e Santos, no Brasil, a Miami, nos Estados Unidos, numa iniciativa de consórcio integrado pela Angola Cables, Algar Telecom, Google e Antel do Uruguai.

O centro de dados da Angola Cables será o projecto pioneiro de um parque tecnológico, a ser construído em Fortaleza e que concentrará empresas e indústrias da área de tecnologias de informação. (portalangop.ao)

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