Angola carece de usina de reciclagem de resíduos da construção civil

ATERRO SANITARIO (Foto: Angop)

Devido a inexistência de uma usina para reciclagem dos resíduos produzidos pela construção civil, grande parte dos mesmos têm como destino final o aterro sanitário dos Mulenvos, disse quinta-feira, em Luanda, o especialista em gestão de resíduos, Joel do Amaral.

ATERRO SANITARIO (Foto: Angop)
ATERRO SANITARIO (Foto: Angop)

Falando em entrevista à Angop, a propósito da problemática do lixo na capital do país, o especialista explicou que os resíduos da construção civil não perigosos, tais como materiais cerâmicos (tijolos, blocos, telhas, pisos e azulejos), além de concreto (tubos, meios) e argamassa, são considerados resíduos classe A, que podem ser reciclados.

Já a madeira, os materiais de ferro e aço, devem ser separados e também destinados correctamente.

Aponta como solução a aquisição de máquinas para triturar os resíduos caracterizados como entulho da construção civil, para transformá-los em areia grossa e serem reutilizados nas obras.

Por outro lado, considera ser responsabilidade das operadoras efectuarem a recolha do lixo comercial, aquele produzido em estabelecimentos comerciais, em função de um contrato celebrado entre a Elisal e o comerciante.

Concorda com a existência de pontos de transferência ou transbordo de lixo, pois são locais onde os tractores com atrelados e os camiões colectores compactadores despejam a sua carga (lixo) dentro de contentores com maior capacidade que seguem posteriormente até ao aterro sanitário dos Mulenvos.

“Esses pontos têm como objectivo reduzir o tempo gasto de transporte e consequentemente os custos. Em geral, esta solução costuma ser empregue quando o aterro sanitário se encontra muito afastado dos locais de recolha de lixo”, concluiu. (portalangop.co.ao)

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