Angola aposta forte no Turismo

Luanda (Foto: Portal de Angola/Jorge Monteiro)
Luanda (Foto: Portal de Angola/Jorge Monteiro)
Luanda (Foto: Portal de Angola/Jorge Monteiro)

O Sector do Turismo deve contribuir para diversificação da economia e gerar receitas para o Orçamento Geral do Estado em Angola. A ideia foi defendida pela Directora Adjunta do Instituto de Fomento do Turismo.

Luanda será de 6 a 9 de Agosto palco da 2ª Feira Nacional das Cidades, Municípios e Turismo, onde as potencialidades turísticas dos vários pontos do território angolano serão os principais atractivos.

Sob o lema “A vida faz-se nos municípios” o certame que doravante será anual vai juntar para além de especialistas, estudantes universitários, ambientalistas e os 162 municípios do país num único espaço.

A novidade nesta segunda edição é que o Ministério da Administração do Território se vai juntar ao Ministério da Hotelaria e Turismo para juntos unirem o útil ao agradável.

O objectivo é criar oportunidades para que se possa mostrar as valências turísticas de cada município fazendo com que este sector contribua para a diversificação económica de Angola e faça gerar receitas para o Orçamento Geral do Estado.

Para Rui Kandove, do Ministério da Administração do Território e porta-voz da Feira, “o turismo regra geral é uma área que pode ajudar bastante para demonstrar as potencialidades destas cidades e municípios”.

É claro que não se fica apenas pelo turismo, mas por via do turismo chegamos mais perto destes locais”, frisou.

A Feira dos municípios e cidades e turismo surge numa altura em que o país marca passos rumo ao desenvolvimento turístico após longos anos de paragem devido aos quase 30 anos de guerra em que o país esteve mergulhado. Durante o período conturbado da história de Angola, o sector turístico foi ofuscado pelo barulho dos projecteis e pelo fumo provocado pelas máquinas de guerra.

Laureth da Silva, Directora Adjunta do Instituto de Fomento do Turismo diz que com o alcance da paz em 2002 já se pode falar do desenvolvimento deste sector em Angola.

Para a dirigente, “o turismo está numa fase de crescimento. Cresceu consideravelmente nos últimos 12 anos de paz. Hoje já conseguimos andar por tudo quanto são províncias e municípios de Angola”.

E fruto do desenvolvimento do sector turístico angolano, embora ainda não esteja a contribuir para o OGE, é que se vai realizar na Feira Internacional de Luanda este evento, cuja ideia central é criar condições para que se diminuam as assimetrias regionais existentes entre as províncias em termos de infra-estruturas, serviços e recursos humanos.

“ Quando falamos em diminuir as assimetrias estamos a olhar não apenas para a componente de desenvolvimento de infra-estruturas, mas também do o capital humano. É preciso que haja angolanos com competências e capacidade nestas localidades para que estas se desenvolvam”, disse o Porta-voz do Ministério da Administração do Território.

Neste evento, os pontos turísticos menos conhecidos terão maior privilégio e serão apresentados para o conhecimento do público.

A Directora Adjunta do Instituto de Fomento do Turismo Laureth da Silva assegurou que a Feira pretende mostrar outros lugares dignos de visitas e que passam os 36 concorrentes do concurso “As sete maravilhas de Angola”.

Laureth da Silva acredita que com algum trabalho a nível das infra-estruturas o turismo pode ser a maior fonte de receitas económicas e financeiras para Angola.

Para a dirigente “temos muitas outras potencialidades ou formas de contribuir para o OGE, mas o turismo ainda pode ser uma das maiores, tendo em conta os recursos que o território possui.”

Rui Kandove ressaltou a competitividade dos municípios e a necessidade da presença de um maior número de quadros no interior do país, para além do crescimento em termos de produção.

A ocasião será também útil para apresentação das potencialidades culturais do país.

O sector do Turismo em Angola emprega actualmente cerca de 192.000 trabalhadores e já representam mais de 530 mil visitas anuais. Numa estratégia de diversificação da economia, que continua dependente das exportações de petróleo, e das suas receitas, a meta do executivo angolano passa por atingir um milhão de trabalhadores e 4,7 milhões de turistas (acumulado) até 2020. (voa.com)

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