Alemanha: Bundestag vota nova ajuda à Grécia

Merkel e Schäuble tentam obter a aprovação do Parlamento para as negociações sobre o terceiro pacote para a Grécia (REUTERS)
Merkel e Schäuble tentam obter a aprovação do Parlamento para as negociações sobre o terceiro pacote para a Grécia (REUTERS)
Merkel e Schäuble tentam obter a aprovação do Parlamento para as negociações sobre o terceiro pacote para a Grécia (REUTERS)

Parlamento alemão deve aprovar início das negociações sobre terceiro pacote de resgate para a Grécia, mas ao menos 50 deputados da coligação de governo já disseram que votarão contra.

O Bundestag (câmara baixa do Parlamento alemão) deve aprovar nesta sexta-feira (17/07) o início de negociações formais sobre o terceiro pacote de resgate para a Grécia, estimado em 86 biliões de euros. A votação acontecerá depois de o Parlamento grego aprovar as primeiras reformas exigidas pelos parceiros europeus em troca de uma nova ajuda.

Apesar de a vitória do governo da chanceler federal Angela Merkel ser dada como certa, a votação não transcorrerá livre de polémicas. Muitos políticos conservadores, tanto da CDU, partido da chanceler, como da aliada CSU, são contra uma nova ajuda à Grécia.

Aos menos 48 parlamentares desses partidos e mais dois do Partido Social-Democrata (SPD) já disseram que vão votar contra o novo pacote. Entre eles está o ex-ministro das Finanças e candidato a chanceler Peer Steinbrück.

O partido de oposição A Esquerda também deverá votar contra a ajuda. O Partido Verde, também de oposição, mostra-se dividido, e a maioria dos parlamentares deverá optar pela abstenção.

Muitos deputados da coligação de governo questionam o real comprometimento da Grécia com a implementação das reformas. Há também crescentes dúvidas sobre a capacidade da Grécia de conseguir sair da situação em que se encontra sem um corte das dívidas.

Nesta quinta-feira, a questão foi abordada pelo ministro das Finanças, Wolfgang Schäuble, que voltou a afirmar que a saída temporária da zona do euro “talvez fosse, de longe, o melhor caminho para a Grécia”.

Ele lembrou que muitos economistas, também na Grécia, duvidam que o país possa sair da situação em que está sem um corte da dívida. “Mas todos sabem que um corte da dívida não é compatível com a permanência na união monetária”, disse o ministro, em entrevista à emissora alemã Deutschlandfunk.

Por isso, uma saída voluntária da zona do euro seria a melhor opção para a Grécia, afirmou, acrescentando que essa possibilidade ganha adeptos também entre os gregos. (dw.de)

AS/dpa/lusa/afp

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