Agrupamento Os Kiezos está ligado intrinsecamente a história da música angolana- guitarrista Boto Trindade

AGRUPAMENTO OS KIEZOS (Foto: Angop)

O guitarrista angolano Boto Trindade afirmou domingo, em Luanda, que não se pode falar de música nacional sem abordar o nome do agrupamento musical Os Kiezos, por ser um dos precursor e defensor dos ritmos angolanos.

AGRUPAMENTO OS KIEZOS (Foto: Angop)
AGRUPAMENTO OS KIEZOS (Foto: Angop)

Boto Trindade fez este pronunciamento à Angop, a margem da homenagem que o Centro Recreativo Kilamba prestou ao grupo pelos 50 anos de existência e o contributo para a valorização e divulgação do semba.

Segundo o viola solo, Os Kiezos, no plano cultural, são dos históricos que ainda estão no activo, passando por todas as transformações, desde a sua fundação na década de 60.

Referiu que todas as homenagens são poucas para o reconhecimento do grupo, já que o nome OS Kiezos é uma marca do país, adiantado que se deve enaltecer o feito enquanto as pessoas estão no activo e precisando do apoio e carinho de todos.

Boto Trindade disse ter sido uma satisfação ter gravado e actuado em algumas ocasiões com Os Kiezos, por ter sido uma oportunidade de aprender com alguns dos melhores executantes, como António do Fumo, Mário Arcanjo “Marito”, Domingo da Silva, entre outros.

Para o artista, Os Kiezos era o único grupo que tocavam o semba de raiz, se bem que havia outros agrupamentos a tocarem bem, mas outros géneros de músicas.

O conjunto Kiezos foi formado nos anos 60 por cinco jovens no bairro Marçal, em Luanda, que inicialmente animava festas no bairro.

O nome Kiezos, corruptela da palavra kiezu, em kimbundu, que significa em português vassouras. Foi atribuído numa dessas festas, em 25 de Novembro de 1965.

Durante a exibição do grupo nuvens de poeira eram levantadas no quintal, consequência da frenética animação dos dançarinos, situação que provocou a associação do efeito originado pelo pó, à varredura de uma vassoura, pelo que o grupo passou a chamar-se Kiezos.

O período áureo dos Kiezos situa-se nos anos 70 com o vocalista Vate Costa com quem produziu e gravou os temas “Za Boba”, “Muá Pangu”, “Milhorró”, entre outros.

Nos anos 80 com o cantor Tony do Fumo, o conjunto ganha notoriedade com as canções “Nguami Ku Soba”, “Kiezu jabu”, “Monami Messene” e outras, e na década de 90 do século com Zecax ao comando atinge o apogeu com temas de antologia como “Maximbombo”, “Chapada”, “Boleia” e muitos outros. (portalangop.co.ao)

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