Agência europeia recomenda duas pessoas na cabine do piloto e avaliação psicológica

(Abril) Homenagem no vilarejo francês de Le Vernet às vítimas da queda do Airbus da Germanwings (Foto de Jean Christophe Magnenet/AFP)
(Abril) Homenagem no vilarejo francês de Le Vernet às vítimas da queda do Airbus da Germanwings (Foto de Jean Christophe Magnenet/AFP)
(Abril) Homenagem no vilarejo francês de Le Vernet às vítimas da queda do Airbus da Germanwings (Foto de Jean Christophe Magnenet/AFP)

A Agência Europeia de Segurança Aérea (AESA) recomenda que uma pessoa não seja deixada sozinha na cabine e que os pilotos sejam submetidos a uma avaliação psicológica antes de sua contratação, segundo um relatório publicado nesta sexta-feira, quase quatro meses após a tragédia da Germanwings.

A agência, encarregada pela Comissão Europeia para analisar as falhas que permitiram ao co-piloto Andreas Lubitz, de 27 anos, derrubar voluntariamente o avião da Germanwings nos Alpes franceses com 150 pessoas a bordo, também recomendou que os testes anuais surpresa dos pilotos incluam controles de alcoolemia e de drogas.

A presença permanente de duas pessoas na cabine, que não é obrigatória nas normas comunitárias, já havia sido recomendada pela AESA após a tragédia, mas de maneira temporária.

A agência recomenda manter esta regra, aplicada amplamente pelas companhias europeias, de maneira voluntária.

A Comissão Europeia deverá analisar se esta medida, assim como o resto das recomendações da AESA, devem ser obrigatórias, informou uma fonte europeia.

Segundo o grupo de especialistas da agência, as outras melhorias envolvem sobretudo os critérios de vigilância médica dos pilotos.

Além da avaliação psicológica de “todos os pilotos” e a detecção de eventual consumo abusivo de álcool e de drogas, os especialistas propõem a criação de uma “rede de vigilância médica” dos pilotos, e uma base de dados sobre seu acompanhamento médico.

O objectivo “é facilitar o acesso às informações” e descobrir eventuais problemas de saúde não declarados, disse a agência.

“Foi feito um esforço particular para alcançar o equilíbrio entre o sigilo médico e a segurança”, afirma a agência.

Os especialistas elaboraram este informe em paralelo à investigação do Escritório de Investigação e Análises francês (BEA em inglês), cujo relatório definitivo será finalizado em 2016.

Segundo os investigadores, o avião A320 foi lançado contra as montanhas pelo co-piloto Andreas Lubitz, que havia se trancado na cabine. Lubitz havia sofrido no passado de graves problemas psicológicos. (afp.com)

 

SEM COMENTÁRIO

DEIXE UMA RESPOSTA