Afinal, ainda é demasiado cedo para declarar a morte da deflação

Mario Draghi (EPA/ARNE DEDERT)
Mario Draghi (EPA/ARNE DEDERT)
Mario Draghi
(EPA/ARNE DEDERT)

A zona euro regrediu e está outra vez mais próxima de entrar em deflação, um estado de anemia económica e de crise em que os preços também caem de forma prolongada.

Isto deve significar várias coisas: a mais relevante para famílias e empresas é que as taxas de juro podem manter-se nos atuais mínimos históricos durante muito mais tempo face ao que se esperava. Perigos: novas ondas de destabilização financeira e bancária a prazo, formação de bolhas especulativas, maior aversão ao risco, menos emprego.

Nesta quinta-feira, o Banco Central Europeu (BCE) vai divulgar o novo boletim económico. No estudo que parcialmente antecipou, Frankfurt reconhece que, afinal, “ainda é demasiado cedo para identificar um ponto de viragem na inflação subjacente [sem alimentos e energia]”. É uma das medidas centrais para aferir como andam realmente os preços da economia.

Mudança no tom?

Uma afirmação poderosa do BCE que compara com o discurso relativamente optimista do seu presidente, Mario Draghi, no passado dia 16. “A evolução recente dos mercados financeiros, que, em parte, reflete maior incerteza, não alterou a avaliação do conselho do BCE de que se verificará um alargamento da recuperação económica da área do euro e um aumento gradual das taxas de inflação nos próximos anos”, disse o chefe do banco central. (dinheirovivo.pt)

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