Acordo final vai demorar. Seis parlamentos têm que votar antes das negociações para um memorando

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Só após as aprovações dos parlamentos da Alemanha, Holanda, Finlândia, Áustria, Eslováquia e Estónia é que as instituições ficam mandatadas para negociar com a grécia o memorando do terceiro resgate.

Uma eventual abertura formal de negociações com a Grécia sobre um terceiro programa de ajuda, a ser acordada no fim-de-semana, terá que ser submetida a aprovação parlamentar em seis Estados-membros da zona euro, entre os quais o Bundestag alemão.

Um alto responsável da UE explicou hoje que se durante o fim-de-semana, para o qual estão previstas reuniões do Eurogrupo e cimeiras do euro e da União Europeia, houver acordo sobre um terceiro programa de ajuda à Grécia, com base num compromisso em torno das reformas a serem implementadas por Atenas, seis países da zona euro preveem a necessidade de procedimentos parlamentares antes de haver a negociação formal sobre o memorando de entendimento, designadamente Alemanha, Holanda, Finlândia, Áustria, Eslováquia e Estónia.

Só quando estiverem cumpridos esses procedimentos parlamentares – o que no cenário de um acordo sobre a Grécia no fim-de-semana poderia suceder entre segunda e terça-feira, indicou – é que as instituições ficarão devidamente mandatadas para negociar com o governo grego o memorando de entendimento de um terceiro programa de assistência à Grécia, agora no quadro do Mecanismo Europeu de Estabilidade, o novo fundo de resgate permanente da zona euro.

Caso seja concluído com sucesso todo o processo referente a um terceiro resgate à Grécia, o empréstimo do Mecanismo Europeu de Estabilidade terá então que ser aprovado em vários parlamentos nacionais dos Estados-membros da zona euro, sendo que em Portugal é necessária apenas uma aprovação por maioria simples na Assembleia da República.

Uma vez que todo o processo para um novo pacote de ajuda financeira ainda deverá levar algum tempo, poderá ser necessário um financiamento até à libertação de tranches do empréstimo (o chamado financiamento-ponte) para evitar que a Grécia falhe o pagamento de 3.500 milhões de euros que tem de fazer ao BCE a 20 de julho. (dn.pt)

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