A produção do nosso arroz

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O arroz, o trigo e o milho são os principais cereais produzidos no mundo. O arroz é cultivado nos cinco continentes, tanto na região tropical como na subtropical. A Ásia é a principal produtora e lá se concentra mais de 80 por cento da produção mundial, com destaque para países como a Índia, Indonésia e a China, este último que está a ajudar o Executivo angolano nos esforços para elevar a nossa produção.

Da Ásia temos ainda o indispensável apoio de um importante parceiro, o Japão, que, desde cedo, reconheceu as potencialidades das províncias do planalto central e continua a apoiar o cultivo do arroz naquela região até que Angola possa responder ao consumo interno.

O arroz faz parte da dieta alimentar de grande parte da população mundial, e, por esta razão, figura entre os cereais mais produzidos mas que, entretanto, o seu comércio é pouco expressivo devido ao facto de grande parte da colheita dos produtores ser consumida nos próprios países, fazendo com que as exportações representem pouco menos de 10 por cento.

Assim, Angola, que tem no arroz um importante produto da cesta básica, tem investido nos últimos anos para fazer com que a sua produção interna satisfaça à procura dos angolanos. Acolhemos aqui o exemplo de um país africano que também teve um passado de conflito armado e que já produz quase metade do arroz que consome, mostrando aos cépticos que Angola também pode alcançar tais metas.

Tratamos aqui de Moçambique, um país irmão que, tendo comemorado igualmente os seus 40 anos de independência, tem já cerca de 60 por cento das necessidades de consumo de arroz cobertas com a produção interna, destacando aqui o resultado da aplicação do plano de acção para a produção de alimentos (PAPA), lançado em 2008.

Estamos em 2015 e os resultados de Moçambique estão aí, apesar dos cépticos não terem contribuído para o sucesso da empreitada. Angola também projecta bons resultados já em 2017. E, como sempre, ficarão de parte aqueles que não pretendem apoiar uma medida tão necessária e urgente para a dieta alimentar das populações.

Aliás, a maior fábrica de processamento de arroz do país mostra ao Executivo angolano e aos seus parceiros nacionais e estrangeiros que os bons resultados sempre motivam o contínuo investimento apesar de tudo. A unidade da fazenda Longa, localizada no Cuito Cuanavale, Cuando Cubango, já produz a cifra animadora de cerca de quatro mil toneladas e cria ainda empregos a centenas de jovens angolanos da região.

Assim, não é ilusão alguma dizer que Angola poderá deixar de importar arroz em poucos anos se todos, além do Executivo, envidarem esforços e investirem cada vez mais na produção nacional deste cereal, uma vez que o país possui condições favoráveis em várias províncias. É hora de trabalhar e apoiar uma tarefa tão importante para a mantermos a auto-suficiência alimentar. Pois, a par da agência de cooperação internacional do Japão (JICA), que apoia as duas províncias do planalto central, muitas empresas nacionais e estrangeiras são igualmente indispensáveis para tão importante tarefa à qual já se juntou a marca portuguesa Caçarola, que prevê a abertura de fábrica em Luanda, ainda este ano. (jornaldeeconomia.ao)

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