A mentira de Salgado que condicionou atuação do regulador

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Jornal de Negócios teve acesso à acusação do Banco de Portugal.

A 30 de setembro de 2013, lê-se na acusação do Banco de Portugal citada pelo Negócios, o regulador questionou a Espírito Santo Financial Group a propósito de 1.300 milhões de euros de passivo que não constavam das contas da Espírito Santo International.

A resposta chegou a 3 de dezembro do mesmo ano e, no entender do Banco de Portugal, o antigo líder do clã Espírito Santo “comunicou igualmente, de forma deliberada e falsa, a existência de um valor de ativo sobreavaliado no montante de 1.081 milhões de euros que Ricardo Salgado sabia não existir”.

No mesmo documento, o regulador da banca nacional assegura que foram estas declarações “falsas” que “permitiu ocultar do Banco de Portugal a situação de falência técnica e insustentabilidade da ESI e o impacto que esta insolvência teria nas diversas entidades financeiras do Grupo, designadamente no BES e na ESFG”.

E mais. Segundo a acusação a que Negócios teve acesso, as mesmas declarações “falsas” “condicionaram a avaliação da suficiência e adequação das medidas adotadas pelo Banco de Portugal”.

Ricardo Salgado é acusado pelo regulador de ato doloso de gestão ruinosa, de violação de regras sobre conflitos de interesse, de ausência de análise de risco à dívida da ESI comercializada pelo BES e de ausência de mecanismos para identificar riscos incorridos.

No entanto, o ex-banqueiro não está sozinho no rol das acusações.

José Manuel Espírito Santo está acusado de quatro crimes com dolo, Amílcar Morais Pires de três com dolo e Manuel Fernandes Espírito Santo e Ricardo Abecassis Espírito Santo estão acusados de uma infração com dolo. (noticiasaominuto.com)

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