A ‘ginástica’ que a PSP tem de fazer para vigiar Salgado

Ricardo Salgado (D.R)

Ricardo Salgado é suspeito de crimes de falsificação, falsificação informática, burla qualificada, abuso de confiança, fraude fiscal, corrupção no sector privado e branqueamento de capitais.

Ricardo Salgado (D.R)
Ricardo Salgado (D.R)

A medida de coação aplicada a Ricardo Salgado está a ser bastante contestada. No passado dia 20 de julho, o ex-banqueiro foi constituído arguido, sendo que o juiz Carlos Alexandre decidiu aplicar-lhe prisão domiciliária com recurso a vigilância policial.

A tensão tem vindo a aumentar entre juiz e procuradores, uma vez que o Ministério Público considerou a medida como “desproporcionada”. E desta vez são os agentes policiais que se queixam.

Em relação à PSP, o que está em causa é o patrulhamento no concelho de Cascais que está a ficar prejudicado por haver falta de agentes.

Fontes policias revelaram ao jornal i que há um certo constrangimento na execução. Além de terem de identificar todas as visitas e revistar todas as viaturas à entrada e saída, até os familiares mais próximos são obrigados a abrirem as suas bagageiras e serem revistados.

Outra situação que pode vir a interferir com a segurança pública é que o ex-presidente executivo do BES pode pedir autorização para abandonar a residência. Caso o faça a PSP é obrigada a acompanhá-lo durante o tempo em que estiver fora, o que obriga ao uso de meios humanos e materiais.

Isto implica ainda a utilização de viaturas com alta potência para garantir que Salgado não consiga fugir se for transportado num carro de alta cilindrada.

Ainda assim, tem que ficar um agente a guardar a residência para evitar a entrada de arguidos impedidos de falar com o ex-banqueiro.

Recorde-se que Salgado é acusado no âmbito do ‘Universo Espírito Santo’ de crimes de falsificação, falsificação informática, burla qualificada, abuso de confiança, fraude fiscal, corrupção no setor privado e branqueamento de capitais.

De salientar também, que o advogado de defesa de Salgado considera a medida de coação “descabida” e já apresentou recurso. (noticiasaominuto.com)

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